Google revela estratégia para ajudar na inclusão digital no Brasil
Por Guilherme Felitti, editor assistente do IDG Now!
Publicada em 11 de abril de 2008 às 18h31
Atualizada em 05 de setembro de 2008 às 19h47
São Paulo - Buscador comenta superficialmente esforços que fará junto a Governo e iniciativa privada para integrar aplicativos online a PCs populares.
O Google Brasil revelou planos para investir em inclusão digital no país, oferecendo suas suítes de produtividade online, durante encontro entre jornalistas e funcionários da empresa realizado no México no início da semana.
O vice-presidente do Google para América Latina, Daniel Alegre, confirmou que o buscador terá como pilar para sua atuação no Brasil durante 2008 "assegurar um número maior de pontos de acesso" junto a entidades, operadoras e provedoras.
No dia seguinte, foi a vez de Leonardo Tristão, diretor de desenvolvimento de negócios do Google Brasil, confirmar contatos do buscador com o Governo brasileiro, afirmando que o primeiro fruto da parceria entre ambos "deverá ser anunciado nas próximas semanas" um órgão governamental.
"Nós queremos discutir a questão da inclusão digital no Brasil", afirmou Tristão, esteja ela envolvida com companhias privadas ou com o poder público, complementa.
Embora não confirme oficialmente, Tristão sugere que a parceria deverá envolver o pacote de aplicativos online Google Apps, que ganhou uma versão Education, voltada para estudantes, durante 2007 - durante o evento, o Google confirmou o início de projeto semelhante com colégios usando o Google Apps no México.
O executivo, porém, assim como Alegre, não revelou qual o órgão do Governo Federal, assim como detalhes pontuais sobre o plano ou se a utilização, neste primeiro caso confirmado, será voltado para excluídos digitais ou funcionários do órgão em questão.
Internacionalmente, o Google fez testes oferecendo sinal de internet sem fio na região de Mountain View, onde está o GooglePlex, como uma forma de aumentar seus ganhos com a plataforma de publicidade AdSense.
No final de 2007, o buscador também deu sinais de que entraria com força na questão ao afirmar que disputaria o leilão do bloco de 700 MHz que a Comissão Federal de Comissões (da sigla em inglês, FCC) leiloaria em fevereiro.
Após o término do leilão, que viu a operadora Verizon levar o bloco que interessava ao Google, o gigante de buscas confirmou que sua entrada no processo tinha sido apenas um blefe para aumentar o valor pago no leilão e forçar o vencedor a abrir a rede a ser construída para aparelhos e aplicativos externos.
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