Google contrata ex-ministro da Justiça para se defender na CPI da Pedofilia

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
08 de abril - 15h44 - Atualizada em 08 de abril - 21h40
São Paulo - Márcio Thomaz Bastos é contratado para traçar estratégia de defesa de executivos do Google Brasil na CPI da Pedofilia.

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O Google Brasil contratou o jurista Márcio Thomaz Bastos para liderar a defesa da empresa na CPI da Pedofilia, organizada pelo Senado Federal para investigar crimes praticados contra menores na internet.

Desde a primeira semana de abril, Bastos, que ocupou o cargo de Ministro da Justiça do Governo Lula entre os anos de 2003 e 2007, vem sendo o responsável por traçar a estratégia de defesa e aconselhar executivos do buscador em seus depoimentos na CPI.

Nesta quarta-feira (09/04), o diretor de comunicação, Carlos Félix Ximenes, e o diretor geral do Google Brasil, Alexandre Hohagen, foram intimados a depor nas investigações da CPI da Pedofilia.

A intimação inviabilizou, inclusive, a presença de Hohagen em uma conferência interna do Google com diversas unidades na Cidade do México, no México.

A indicação de Thomaz Bastos é passo adiante na estratégia adotada pelo Google após os problemas com anunciantes enfrentados com a integração da plataforma AdSense na rede social Orkut, o que levou a ONG SaferNet a fazer denúncia formal para o Conar.

Em setembro, o Google Brasil mudou sua postura sobre uma suposta irresponsabilidade pelos dados de usuários que cometiam crimes no Orkut e anunciou que cederia dados dos responsáveis por conteúdos criminosos, como pedofilia, incitação a ódio e tráfico de drogas.

Na ocasião, Hohagen relacionou a entrega de dados à Justiça com o crescimento da empresa no Brasil, que já teria tamanho para comportar um departamento jurídico.

O departamento apresentado em setembro manterá sua participação no caso, mas é Bastos quem definirá como o Google Brasil se defenderá frente às apurações da CPI da Pedofilia.