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09 de julho de 2009
internet
Legislação

Governo precisa agir junto à web contra pedofilia online, diz Safernet

Por Lygia de Luca, repórter do IDG Now!

Publicada em 24 de março de 2008 às 15h35
Atualizada em 24 de março de 2008 às 15h40

São Paulo - Às vésperas da CPI da Pedofilia, presidente da ONG diz que web ajuda a reunir denúncias, mas há muito mais casos que prisões.

Na próxima terça-feira (25/03), o Senado dá início à CPI da Pedofilia, criada para investigar a prática deste tipo de crime pela internet. A cada dia de 2008, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela ONG SaferNet, recebeu 500 denúncias de pornografia infantil na web.

Até o dia 10 de março deste ano, a central recebeu 35.049 denúncias com o tema, que é responsável pelo maior número de queixas registradas. O número de denúncias recebidas em 2007, mais de 267 mil, foi mais que o dobro do total de 2006.

A comissão da CPI da Pedofilia se baseará, principalmente, nos resultados da operação Carrossel, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2007 para reprimir a pedofilia pela web.

Segundo o presidente da Safernet, Thiago Tavares, a web ajuda a denunciar casos de pedofilia. O executivo enfatiza, porém, que apesar da internet facilitar as denúncias anônimas, ainda “é preciso criar uma divisão específica no governo para combater este tipo de crime.”

A questão ainda vai além. “Os crimes não param de crescer, assim como a base de internautas no Brasil. Mas o governo só investe em políticas de inclusão digital e não na segurança da sociedade”, diz o presidente.

Tavares aponta para a necessidade da criação de “políticas públicas para a  repressão de crimes cibernéticos”. Ele lembra que a Europa investe 8 milhões de euros ao ano para financiar uma rede de denúncias, suporte e orientação às vítimas de crimes online. “Mas o investimento do Estado brasileiro é zero”, afirma.

“Hoje, infelizmente, o número de prisões por pedofilia online é muito inferior ao de casos. “Acredito que só em São Paulo tenhamos mais de 400 investigações em curso”, explica Tavares. “A atuação da polícia é insuficiente, e as delegacias especializadas em reprimir os cibercrimes são mais voltadas ao patrimônio.”


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