Yahoo enfrenta 2º processo por divulgação de dados de usuários na China
Por IDG News Service/Taipé
Publicada em 29 de fevereiro de 2008 às 09h46
Atualizada em 29 de fevereiro de 2008 às 09h47
Taipé - Três dissidentes chineses buscam reparação financeira nos EUA pela prisão e tortura que sofreram após Yahoo entregar dados às autoridades.
O Yahoo e ao menos uma subsidiária enfrentarão a segunda grande ação movida por dissidentes chineses alegando que a companhia ajudou autoridades do país entregando e-mails e outras comunicações eletrônicas para um processo que terminou com a prisão dos acusados.
A primeira ação terminou em novembro após o Yahoo entrar em acordo com os acusadores fora do tribunal. A companhia pode se arrepender do acordo caso mais ações se acumulem.
O processo atual, iniciado por Li Zhi, Zheng Cunzhu e Guo Quan na Corte Distrital da California, busca danos pelos sofrimentos nas mãos das autoridades chinesas após o Yahoo e o Yahoo Hong Kong assumirem ter oferecido acesso a e-mails, registros de e-mails e informações de identificação de usuários aos responsáveis na China.
A ação afirma que os três envolvidos também identificaram pelo menos mais 60 indivíduos "presos arbitrariamente" na China por pedirem eleições livres, democracia e direitos humanos, possivelmente pela identificação oferecida pelo Yahoo, diz o grupo.
Pontualmente, Li está processando o Yahoo pela tortura e prisão sofrida nas mãos de autoridades chinesas após seu trabalho no China Democracy Party, grupo político banido do país, ser revelado pelo Yahoo em razão da sua atividade online, alega a ação.
Li, cujo caso vem sendo apoiado pelo grupo Repórteres sem Fronteira, ficou quatro dos oito anos que deverá cumprir na prisão até agora. A organização que protege jornalistas pelo mundo afirma que sua prisão começou em dezembro de 2003.
Zheng é um cidadão chinês que atualmente mora na Califórnia. As relações com Li foram estabelecidas durante seu julgamento e agora Zheng está impossibilitado de voltar à China com medo de ser preso, afirma o processo. Ele perdeu investimentos e propriedades pessoais na China em razão das sua incapacidade de voltar para casa, continua o processo.
Já Guo perdeu seu emprego como professor associado na Nanjing Normal University após sua identidade online ser revelada às autoridades chinesas pelo Yahoo, diz a ação.
"Ao dar a identificação de seus usuários às autoridades da República da China, o Yahoo ajudou e incentivou a prática de tortura e abusos que violam leis internacionais que causaram aos acusadores dores físicas e mentais e sofrimento", continua a ação.
O grupo entrou com ação nos Estados Unidos sobre o Alien Tort Claims Act de1789, assim como leis gerais do país e internacionais. O uso deste ato por propostas de democracia e direitos humanos em cortes nrote-americanas é algo novo, afirmam advogados de Hong Kong, o que pode trazer resultados inesperados.
O primeiro caso contra o Yahoo, iniciado pelos jornalistas Wang Xiaoning e Shi Tao, também citou o Alien Tort Claims Act. O buscador resolveu a questão com um acordo fora do tribunal.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Internautas ativos no Brasil chegam a 37,2 milhões e batem novo recorde
- Europa revela e-mails que mostram benefícios dados pela Intel contra AMD
- IAB publica manual para ajudar a conduzir investimentos em vídeos online
- Microsoft apresenta ferramenta para medir sucesso de anúncios no Bing
- Jovens entre 20 e 25 anos são os que mais publicam dados pessoais online
- Senac abre competição de desenvolvimento de games para PCs

Você apoia a liberação da web nas eleições?
5 tendências para o Twitter
O que o futuro reserva para o serviço de microblog aumentar sua relevância na internet.
A busca é o Graal digital?
Os buscadores nos trouxeram a possibilidade de explorar uma nova “inteligência natural”.
Links patrocinados






