Portais perdem participação em publicidade online, revela agência
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 26 de fevereiro de 2008 às 19h15
Atualizada em 26 de fevereiro de 2008 às 19h17
São Paulo - Avenue A|Razorfish mostra que anunciantes deixaram de priorizar portais e que consumidor é influenciado por blogs e fóruns.
Pela primeira vez em quatro anos, os portais perderam participação no mercado de anúncios online. Esta é uma das constatações do relatório Digital Outlook, divulgado nesta terça-feira (26/02), pela agência Avenue A|Razorfish.
Em 2007, 19% dos gastos de mídia da Avenue A foram direcionados a
portais - em 2006, o segmento representou 24% dos investimentos da agência em publicidade digital -, 11% a redes de anúncios, 31% a mecanismos
de busca e 39% a domínios verticais.
A causa dessa mudança é o crescimento das opções de destino para os
anúncios. Em 2006, a Avenue A distribuiu seus gastos em 863 sites e, no
passado, esse número mais do que dobrou, atingindo 1.832 sites.
No ano passado, o faturamento da agência de marketing digital, que foi comprada no ano passado pela Microsoft por US$ 6 bilhões, somou 735 milhões de dólares, o que representa crescimento de 36% em relação a 2006.
O Digital Outlook selecionou algumas tendências que devem ser observadas em 2008. As principais são: o impacto de uma recessão dos anúncios online nos Estados Unidos; a nova definição das medidas de avaliação da mídia online; a diminuição de aquisições de redes de anúncios; a explosão da mobilidade – mas não dos anúncios em aparelhos móveis; a revelação da Nokia como player fundamental na indústria de marketing digital; a ausência de padrão para anúncios em vídeo e o impacto da internet nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.
O relatório também mostra que os consumidores estão agindo cada vez menos de forma automática. Não existe mais a seqüência marca, promoção e vendas. Em vez disso, eles “petiscam” conteúdos digitais exibidos em inúmeros tipos de dispositivos eletrônicos, trocam informações e opiniões sobre produtos, empresas e marcas. Ou seja, eles são muito mais influenciados pelo que o público expressa em blogs, fóruns e vídeos do YouTube, por exemplo, do que por campanhas publicitárias.
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