Google testará plataforma de dados médicos em hospital dos EUA
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 21 de fevereiro de 2008 às 09h59
Paris - Clínica em Cleveland usará Google Health para gerenciar registros médicos de até 10 mil pacientes, no primeiro teste prático da plataforma.
O Google testará seu novo serviço online de registros médicos com um grupo hospitalar em Cleveland, no Estado de Ohio, permitindo que pacientes controlem que vê seus dados médicos. As duas organizações esperam que o teste leve à criação de um sistema nacional para compartilhamento de registros médicos.
A Clínica Cleveland já opera seu próprio sistema eletrônicos de registros pessoais, o eCleveland Clinic MyChart, armazenando dados de 100 mil pacientes. A empresa convidará entre 1,5 mil e 10 mil destas para participar do teste com o Google, afirmou.
Participantes nos testes poderão trocar dados sobre sua prescrições, condições e alergias entre a base de Cleveland e "um perfil seguro do Google" em uma configuração de entrega em tempo real de dados, afirmou o hospital.
Com os dados disponíveis desta maneira, pacientes poderão compartilhá-los com diferentes médicos, provedores de serviço e farmácias, de acordo com o hospital.
O Google divulgará mais detalhes sobre os testes nesta quinta-feira (21/02), afirmou uma porta-voz da companhia.
Ela não pode comentar se o perfil do Google que será usado nos testes de Cleveland é o mesmo que o Google Account usa para acessar o Gmail, iGoogle e outros serviços personalizados oferecidos pela empresa.
O Google normalmente usa o termo "Google Profile" para se referir a um tipo de cartão de visitas online que mostra informações sobre o usuário dono de determinado Google Account.
A privacidade é a principal preocupação de usuários em potencial do sistema pelos efeitos de dados médicos podem ter em entrevistas de emprego ou contratos de seguro. Por estas razões, o uso, armazenamento e transmissão de tais informações é estritamente regulada pela Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA) nos Estados Unidos.
Em sua política de privacidade, o Google já promete não compartilhar dados pessoais com terceiros sem consentimento do usuário, definindo-os como "informações que sabemos ter dados médicos confidenciais ou origens étnicas, políticas, religiosas e sexuais".
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