Justiça dos EUA fecha site que permitia vazar documentos anonimamente

IDG News Service/EUA
18 de fevereiro - 19h12 - Atualizada em 15 de março - 12h57
Nova York - Banco suíço pede fechamento do site Wikileaks.org, que publicou documentos que denunciavam lavagem de dinheiro pela instituição.

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Uma corte do distrito da Califórnia fechou um controverso site norte-americano que permitia a informantes postar documentos de empresas e do governo anonimamente.

O site Wikileaks.org saiu do ar nos Estados Unidos, embora permaneça ativo em outros países, como Bélgica e Alemanha.

A ordem foi expedida após o banco suíço Julius Baer ter entrado com uma reclamação contra o site, que postou centenas de documentos internos da instituição financeira.

Alguns destes documentos supostamente revelam que o Julius Baer estava envolvido em lavagem de dinheiro no exterior e evasão de impostos nas Ilhas Cayman Islands para clientes em diversos países, incluindo os Estados Unidos.

A Justiça ordenou que a Dynadot, responsável pelo registro do site, apagasse imediatamente os registros de hospedagem do domínio wikileaks.org e impediu que o seu conteúdo fosse transferido a outro domínio ou servidor até segunda ordem.

Nenhum porta-voz do Julius Baer pode ser encontrado para comentar o assunto nesta segunda-feira (18/02).

Segundo o seu site, o propósito do Wikileaks, fundado em 2006, é desenvolver um sistema sem censura para vazamento de documentos e análise pública sem possibilidade de rastreamento.

O site foi motivo de controvérsia desde sua criação, sofrendo ataques das empresas cujos documentos foram vazados e críticos que questionavam suas motivações. Outros, no entanto, elogiavam o site pelo apoio à livre disseminação de informação.

O Wikileaks postou uma declaração em seu site chamando a decisão da justiça norte-americana de “claramente inconstitucional” e disse que ela “excede sua jurisdição”.

Elizabeth Montalbano, editora do IDG News Service, de Nova York