IFPI: música digital cresce 40% e movimenta US$ 2,9 bilhões em 2007
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O mercado mundial de música digital movimentou 2,9 bilhões de dólares durante 2007, aumento de 40% em comparação a 2006 e equivalente a 15% do setor tradicional, segundo o Digital Music Report 2008, relatório anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (da sigla em inglês, IFPI) divulgado nesta quinta-feira (24/01).
Em quatro anos, o setor saltou de receita de 400 milhões de dólares e participação de 2% no mercado total para quase três bilhões de dólares de faturamento e 15% de participação, sete vezes mais em três anos.
No mesmo ano em que o Radiohead pediu que os fãs definissem os preços que pagariam pelo álbum "In Rainbows" pelo site da banda britânica, a IFPI criou em seu relatório o primeiro ranking de downloads digitais, liderado pela canadense Avril Lavigne com 7,3 milhões de vendas da sua canção "Girlfriend" nos formatos música, ringtone, truetone e vídeo.
No ranking mundial de mercados, os Estados Unidos estão na liderança, com 67% de músicas vendidas online e 33%, pelo celular. Em segundo lugar, o Japão prova sua estarrecedora penetração de celulares, com canções vendidas pelo aparelho responsáveis por 91% do mercado.
Único país em desenvolvimento na lista, a China aparece na nona posição mostrando sua relação favorável ao celular, com 73% das vendas feitas por aparelhos móveis. Especialistas brasileiros acreditam que, dada a base de 120,9 milhões de aparelhos no país, segundo a Anatel, este é o modelo mais passível de vingar no mercado nacional.
A banda britânica é citada pela IFPI como um modelo de experimentação de venda de música cujos impactos ainda não podem ser detectados ao mercado, junto à aproximação de gravadoras dos consumidores, seja pela crescente presença em redes sociais ou pela venda direta de canções digitais.
No total, a IFPI conta cerca de 6 milhões de arquivos digitais disponíveis legalmente no mundo.
Além de listar ações (judiciais, em sua maioria) contra serviços de P2P, a IFPI afirma que seu grande foco em 2008 será coagir governos e organizações ligadas à administração federal a pressionar provedores de internet para que eles façam o combate a downloads ilegais.
Um exemplo aplaudido pelo órgão é a ação do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que lidera um acordo onde usuários cuja infração de direitos autorais comprava será argumento para que provedores os desconectem de suas redes, modelo já praticado por provedores nos Estados Unidos, Austrália e Cingapura.
O relatório em inglês pode ser baixado no site da IFPI.








