IFPI estima 1,8 bi músicas baixadas no Brasil, mas "infla" setor nacional
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Em seu relatório anual sobre o mercado de música digital em 2007, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (da sigla em inglês, IFPI) citou dados da consultoria Ipsos para afirmar que 1,8 bilhão de músicas são baixadas ilegalmente no país, quase o dobro do 1,1 bilhão estimado pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) para 2005.
Os números oficias tanto da IFPI como da ABPD envolvem tanto compras de música como canções baixadas sem o pagamento de direitos autorais, ação caracterizada como pirataria por ambos os órgãos.
No relatório, o faturamento do mercado de música digital no país cresceu 185% na comparação entre 2007 e 2006, o que fez com que a fatia do setor total que responde pelo digital tenha alcançado 8%, contra 2% no ano anterior.
As vendas por telefone celular alcançaram 157% durante o ano, o que fez com que sua participação no mercado digital pulasse para 76% e colocasse os telefones celulares como meio em potencial para popularização da música difital no país.
O órgão responsável por combater o download ilegal internacionalmente, contudo, continua a inflar o mercado nacional de música digital, contabilizando em seu catálogo de serviços disponíveis pelos países onde age lojas gerenciadas pelo mesmo grupo.
Pela contagem da IFPI, o Brasil conta com 17 lojas de venda online de música. Na realidade, o número é muito menor.
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A iMúsica, empreendimento de canções digitais apoiada pela holding IdeasNet, é responsável sete destas lojas online (Antena1, Ideas Music Store, iMusica, MSN Music, Oi, SOm Livre e Yahoo! Music) por meio de parcerias, embora a primeira delas tenha fechado em 2007 e a IFPI ainda coloque como serviços disponível.
Lançada em beta no final de 2007 e oficializada um ano depois, a MusiG, loja do portal da Brasil Telecom Internet, também é responsável pelo fornecimento de canções digitais tanto para "Brazil Telecom" como para "BrTurbo", empreendimentos também citados na lista da organização.
Entre os serviços contabilizados corretamente pela IFPI como autônomos estão a Sonora, do terra, a UOL MegaStore, a Tim Music Store e a BaixaHits, gerenciada pelo Grupo Jovem Pan.


