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17 de junho de 2008

W3C revela nova tecnologia de buscas para web semântica

Por Infoworld/EUA
Publicada em 16 de janeiro de 2008 às 08h30
Atualizada em 16 de janeiro de 2008 às 08h35

São Francisco - Tecnologia permite a realização de buscas em diferentes fontes de informação, independente do formato dos resultados.

A web semântica ganha um novo componente, com a publicação da tecnologia de buscas SPARQL, do World Wide Web Consortium (W3C). A inovação supera as limitações de buscas locais e o acesso a formatos únicos.

“O SPARQL é o protocolo e linguagem de buscas para a web semântica”, declara o responsável pela tecnologia na W3C, Lee Feigenbaum.

Leia também:
> O futuro da web, segundo seu criador
> Microformatos: desconstruir para conectar dados online

Já disponível em 14 implementações conhecidas, a tecnologia foi desenvolvida para permitir buscas em diferentes fontes de informação, independente do formato dos resultados. Também é possível utilizar o SPARQL para misturar dados da web 2.0.

A especificação SPARQL funciona com outras tecnologias de web semântica da W3C. Entre elas, está a RDF, para representar dados; a RDF Schema; a Web Ontology Language (OWL), para construir vocabulários; e a Gleaning Resource Descriptions Dialects of Languages (GRDDL), para extração automática de dados semânticos de documentos.

Outros padrões, como o WSDL (do inglês Web Service Definition Language), também podem ser usados pela SPARQL.

A equipe do W3C RDF Data Access Working Group divulgou três recomendações para a tecnologia: a SPARQL Query Language para RDF; o protocolo SPARQL para RDF; e a SPARQL Query Results para o formato XML.

Os participantes da equipe incluem executivos da IBM, Matsushita, Oracle e HP - estas duas últimas divulgaram documentos de apoio à tecnologia.

A web semântica deve permitir o compartilhamento, união e reuso de dados globalmente, afirma o W3C. “A idéia básica da web semântica é a mesma da internet - que é, efetivamente, a união de vários documentos espalhados pelo mundo -, mas aplicada aos dados”, diz Feigenbaum.

Apesar deste conceito ser discutido há anos, o executivo acredita que este é o momento de criar. Ele citou o DBpedia, que extrai informações de forma estruturada da Wikipedia, como exemplo de projeto em web semântica.

As vantagens da web semântica também estão sendo utilizadas em pesquisas pela empresa farmacêutica Eli Lilly, em ferramentas de avaliação ou para reunir informações sobre proteínas.

Paul Krill, editor do Infoworld, de Seattle

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