Mesmo com explosão do Facebook, MySpace é lider de redes sociais nos EUA
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 13 de dezembro de 2007 às 11h25
Atualizada em 13 de dezembro de 2007 às 11h27
São Paulo - Nielsen revela que MySpace registrou quase três vezes mais acesso em novembro que Facebook, cujo tráfego aumentou 89% em um ano.
O Facebook pode muito bem ter passado um ano movimentado, com explosão de tráfego decorrente da abertura da sua plataforma, estratégia imitada pelos rivais, e venda de 1,6% de sua operação para a Microsoft, mas quem fecha 2007 como a maior rede social dos Estados Unidos com uma larga vantagem é o rival MySpace.
A rede social gerenciada pela News Corp., segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12/12) pela Nielsen Online, atraiu 57,4 milhões de visistantes únicos durante novembro deste ano, aumento de 7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
O Facebook assumiu a segunda posição graças ao aumento de 89% no seu tráfego durante os últimos doze meses para 21,9 milhões de visitantes únicos diminuindo para pouco menos de trêz vezes a diferença com o MySpace no mercado norte-americano.
O acréscimo de novos visitantes do Facebook é ainda mais respeitável por quê, ao contrário de serviços como LinkedIn ou Flixster que registram aumentos de 245% e 316% de 2006 para 2007 graças às suas pequenas comunidades, a rede social contava com um tráfego considerável já no final do ano passado.
A rede de Mark Zuckerberg ainda se beneficiou da queda de 6% no tráfego da ClassMates, que registrou 11,4 milhões de visitantes em novembro e caiu para a terceira posição.
O Windows Live Spaces, rede social da Microsoft dentro da plataforma Live atrelado ao comunicador Live Messenger, teve aumento de 8% no seu tráfego registrando 9,5 milhões de visitantes em novembro.
No fim de novembro, foi a vez da comScore divulgar análise afirmando que, por mais que o Facebook tivesse sido centro das atenções no mercado da internet em 2007, cerca de 86% do retorno de campanhas publicitárias em redes nos EUA vinha do rival MySpace.
Para tentar contornar a dominação e oferecer uma plataforma que incentive novos clientes e campanhas no serviço, o Facebook apresentou no final de novembro sua nova ferramenta publicitária Beacon.
A estratégia de montar anúncios baseados no história de comportamento online, no entanto, se transformou na razão de críticas severas da comunidade pela suposta invasão de privacidade que o Beacon promove ao colher dados até mesmo de usuários não cadastrados no Facebook.
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