Mesmo com desculpa de CEO, Facebook confirma não ter alterado "espionagem"
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 07 de dezembro de 2007 às 10h17
Miami - Dias após Mark Zuckerberg se desculpar por invasão do Beacon, Facebook confirma manutenção de rastreamento para plataforma de publicidade.
O CEO e fundador do Facebook Mark Zuckerberg se desculpou por problemas no desenvolvimento e design do sistema de anúncios Beacon, mas permanece irredutível sobre o que defensores da privacidade consideram uma função particularmente preocupante.
Fora da mea-culpa de Zuckerberg divulgada nesta quarta-feira (04/12) está qualquer indicação que o Facebook planeja modificar a habilidade do seu sistema de vigiar ações indiscriminadamente de todos seus usuários em sites externos que implementaram o Beacon.
Enquanto a recente decisão de permitir que membros do Facebook rejeitem participar do Beacon tenha sido aplaudida, defensores da privacidade manterão o Facebook sob pressão até que o mecanismo de registro de usuário da rede seja descartado.
Anunciado há um mês como parte dos Social Ads do Facebook, o Beacon vigia certas ações dos usuários em sites externos, como Blockbuster e Fandango, para que possa usar estas dados na formatação de funções para seus usuários.
Para o Facebook, a estratégia representa o que considera como uma forma mais inovadora e eficiente para fornecer anúncios online que entrem nas conexões sociais de seus usuários.
Em outras palavras, ao se combinar com o círculo social por ações de amigos e família, o sistema promover produtos e serviços de maneira mais orgânica que os atuais anúncios, defende o Facebook.
Mesmo críticos do Beacon admitiram que o sistema de anúncios limitava o rastreamento e registro de dados de membros do Facebook logados no serviço mas navegando fora da rede social.
No entanto, nas últimas semanas, o pesquisador de segurança da CA, Stefan Berteau, assombrou muitos quando descobriu que o Beacon cobre todos usuários em seus sites externos, incluindo ex-membros ou quem não está cadastrado, enviando dados de volta ao Facebook. O estudo descobriu também que usuários autenticados que negaram mandar suas ações para seus amigos ainda tinham seus dados enviados ao serviço.
Já criticado há semana por defensores da privacidade como o movimento MoveOn.org ou o Centro de Privacidade da Informação Eletrônica, o Beacon voltou a ser alvo de críticas pesadas e constantes como resultado da análise de Berteau.
O Facebook confirmou que sua ampla função de rastreamento de usuários permanece intocada no Braco, mesmo com as mudanças anunciadas nesta quarta, afirmou uma porta-voz por e-mail.
"Facebook não compartilha dados pessoais com parceiros do Beacon. O parceiro pede que o Facebook veja se o usuário tomou alguma ação qualificada e os dados sobre a ação são passados pelo Facebook para potencial compartilhamento com amigos caso as definições de privacidade do usuário permita", escreveu.
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