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20 de setembro de 2009
internet
Legislação

Vint Cerf, pai da internet, rejeita novo órgão para gerenciar web

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

Publicada em 14 de novembro de 2007 às 14h41
Atualizada em 14 de novembro de 2007 às 18h20
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"A internet atual é 99% operada pela iniciativa privada, que oferece infra-estrutura, mas precisamos ter retorno dos stakeholder, com governos, sociedade civil e usuários em geral oferecendo opiniões e visões sobre políticas internas", explica Cerf, citando a palavra de ordem do IGF 2007: multistakeholder.

Na tradução literal para português, o termo designa uma administração onde vários participantes são responsáveis por decisões, ou pedaços da administração. As discussões sobre o papel futuro do ICANN parecem se encaminhar para uma participação cada vez maior de outros países, que hoje formam o Governmental Advisory Committee, em que representantes de 109 nações debatem alterações nos regimentos do ICANN e sugerem mudanças ao quadro de diretores.

"Se fosse recomeçar para inventar um novo grupo de internet com as mesmas implicações técnicas do ICANN, apareceria a mesma coisa, já que as mesmas pessoas o formatariam. Já passamos por isto tanto em 1998 como em 2003", argumenta, destacando ainda que o regimento interno do ICANN obriga revisões críticas da entidade periódicas para avaliar como está seu funcionamento.

"Não conheço outra organização além da ONU que faça este autocrítica", afirma, emendando que o ICANN tem restrições relacionadas à sua própria natureza de regulamentação. "A estrutura do ICANN não tem autoridade para lidar com todos os problemas da web, como atividade ilegal, fraude e abuso. Os governos terão que fazer parte deste debate por que o cumprimento da lei é parte da obrigação deles, não?".

Antes de conseguir encontrar  um modelo de estruturação para um órgão que não depende nem da iniciativa privada nem dos governos, a solução seria aproximar ainda mais o comitê com representantes internacionais do quadro de diretores sem, no entanto, criar "eleições", aponta Cerf.

Até lá, diz o pesquisador, o mercado de internet terá que lidar com problemas ainda mais sérios e urgentes, como a transição do protocolo IPv4 para o IPv6 que, por não serem retrocompatíveis, terão que rodar simultaneamente até que haja a total conversão dos endereços para o segundo.

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