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19 de setembro de 2009
internet
Mídia Digital

Entrevista: conheça o brasileiro que chegou ao alto escalão do Google

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

Publicada em 13 de novembro de 2007 às 08h56
Atualizada em 05 de setembro de 2008 às 19h44
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Este trabalho (de fazer um histórico do usuário) tem que ser feito na interface, em termos de web semântica, além de existir a necessidade de entender detalhes que são confiáveis – se você faz uma pergunta sobre medicina e encontra sites de um hospital ou um médico famoso, aquela informação tem que ter muito mais peso do que um principiante falando sobre o mesmo assunto. Como é que você vai avaliar a confiabilidade daquele site?

Da mesma maneira, como avaliar opiniões conflitantes? Afinal, pessoas têm opiniões diferentes. Como você vai responder à pergunta de alguém se encontrará informações que serão conflitantes entre si? É necessário um mecanismo inteligente para poder definir como resolver estes conflitos. Dependendo da pergunta, dá pode responder com alternativas, mas com outras, a diversidade não seja importante – você oferece apenas uma resposta.

Você vem de uma empresa, a IBM, com estudos voltados para a web semântica, como o WebFountain, e agora o Google parece ser um bom candidato para pesquisar e integrar a tecnologia na realidade. É correto esperar investimentos do Google em web semântica?
Você já tem vários exemplos de tecnologia nos produtos do Google que têm ferramentas de web semântica. Se você for no Google Toolbar e começa a digitar  uma consulta, o Google faz sugestões para completar uma consulta. Com isto, o sistema está fazendo uma análise semântica do que você está querendo saber e sugere frases para você não ter que digitar até o fim.

Até mesmo a correção que o Google faz de termos que você pode ter procurado errado tem relação com a web semântica, já que muitas vezes foi um termo errado, mas pode ser que existam muito mais dados relacionados ao que você está procurando do que seu termo original.

Mas estes são exemplos bem incipientes ainda a partir de grandes volumes de dados que o Google analisa de uma série de usuários, não? É tão pessoal como o que o Tim Berners-Lee prega há tanto tempo?
O exemplo que lhe falei da calculadora é bem básico. Mas existem exemplos extremamente complexos. Por exemplo, estou usando o Google suíço dentro do Google Toolbar e escrevi “CAR” (carro, em inglês). Aqui na Suíça existe uma comunidade brasileira enorme. As primeiras sugestões de busca que eu tenho aqui na minha frente são “carnaval”, “carnaval 2008”, “carnaval Rio 2008” e só na quarta posição tem sugestões para veículos.

Para fazer este tipo sugestão, inferindo que eu possa estar buscando dados sobre carnaval, não é uma coisa simples. Aliás, é necessário avaliar profundamente os tipos de consulta que estão saindo daquele local e os tipos de usuários que estão procurando informações sobre carnaval.

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