Usuários de P2P compram mais música que internautas comuns, aponta estudo
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 05 de novembro de 2007 às 09h49
Atualizada em 05 de novembro de 2007 às 18h39
São Paulo - Estudo da Universidade de Londres encomendado pelo Canadá aponta que usuários de P2P compram mais música, seja ela física ou virtual.
Navegar em redes P2P e baixar música de maneira considerada ilegal por órgãos que lucram com direitos autorais é uma ação que tem impacto positivo sobre a venda de músicas, seja ela real ou virtual, segundo estudo elaborado pelo governo canadense divulgado na sexta-feira (02/11).
O estudo "O impacto de downloads de música e compartilhamento P2P na compra de canções" foi encomendado à Universidade de de Londres pelo órgão governamental Industry Canada e se baseou em dados colhidos com usuários canadenses entre abril e junho de 2006.
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Segundo as conclusões do estudo, usuários que baixam arquivos P2P são sensivelmente mais aptos a comprar música por CDs ou downloads virtuais. Para mídias físicas, os pesquisadores chegaram ao número de que usuários de P2P compra 0,44 mais CDs por ano em relação a quem não compra.
O entusiasmo de usuários com música em redes P2P, porém, não é a única razão que aumenta as vendas de discos ou downloads, esclarece a pesquisa, que aponta uma divisão digital entre os perfis de quem baixa música e de quem não baixa.
Entre os entusiastas, o aumento na venda de CDs poderia ser ainda maior não fosse o alto preço destes, algo que, segundo o estudo, é relacionado com o envolvimento de usuários com as redes P2P, já que discos caros impelem consumidores aos serviços de música gratuita.
O mesmo perfil entusiasta de usuários que compram música está relacionado com consumidores de outros bens de entretenimento, como ingressos para teatros, DVDs e shows, o que define um perfil médio de usuário de redes P2P longe das classes menos abastadas, diz o estudo.
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