Entrevista: CEO da Adobe prevê mudanças no mercado de software online
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 19 de outubro de 2007 às 06h00
Atualizada em 21 de outubro de 2007 às 11h16
Você vê a Adobe competindo com o pacote de comunicações e colaboração Google Apps ou com o Microsoft Office?
Acho que (o âmago da discussão) é mais sobre oferecer o serviço para alguém que já está compartilhando documentos PDF ou protegendo dados conosco pela internet e querem editá-los ou acessá-los.
Não temos como objetivos aplicativos para edição série de textos, como faz o usuário do Office, mas para usuários dentro do nosso ecossistema, envolvidos no processo de trabalho colaborativo.
Por que a abordagem com AIR é preferível para construir um componente offline para aplicações baseadas no navegador, da mesma maneira que o Google está fazendo com o Google Gears?
Para alguns aplicativos, o browser é ótimo e ter funções para uso offline será uma grande extensão. Mas para outras aplicações, queremos controle total sobre a experiência do usuário e o navegador, para tanto, é inadequado.
É aí que queremos nos diferenciar: a habilidade para ir um pouco mais longe nas funções locais, a capacidade de arrastar e soltar facilmente arquivos do desktop para o aplicativo e vice-versa. Estas coisas seriam difíceis de serem feitas pelo browser. E, em algumas aplicações, você quer ficar completamente imerso e não limitado por um navegador.
Quais são as novas ofensivas contra o pulg-in SilverLight da Microsoft para oferecer vídeo online e gráficos interativos online, como Flash?
Parece que (o Silverlight) está tentando imitar o Flash: o player roda no navegador e foi desenvolvido para interatividade, animação e vídeo. Felizmente, começamos 10 anos antes e temos um ecossistema completo ao redor do Flash.
Estamos em cerca de 99,1% de todos os PC do mundo e em 300 milhões de gadgets móveis. Mais de 70% do vídeo exibido na internet é por Flash. Milhões de desenvolvedores e designers usam ferramentas da Adobe.
Demorará muito tempo até que a Microsoft nos alcance, acredito. No meio tempo, continuaremos a avançar com Flash e trabalharemos com o AIR. Eu levo a Microsoft muito a sério, mas estamos em uma forma muito melhor.
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