Entrevista: CEO da Adobe prevê mudanças no mercado de software online
São Francisco - Nesta entrevista, Bruce Chizen detalha planos de integrar softwares como PhotoShop e Illustrator integralmente online.
A Adobe deveria estar tranqüila em sua estratégia online por estar presente em mais de 99% dos PCs do planeta com sua tecnologia Flash, certo? Não é assim que o CEO da empresa, Bruce Chizen, encara a crescente maturidade da web que começa a ter softwares online comparáveis às versões para PC.
Nesta entrevista exclusiva, dada poucos minutos antes da sua apresentação, Chizen aposta que a Adobe investirá no mercado de softwares online a ponto de transferir para o browser versões completas de aplicativos como Premiere, PhotoShop e Illustrator, além de já se movimentar com aplicações offline com o recente lançamento da plataforma AIR.
Por fim, o executivo ainda descarta uma possível ameaça que a tecnologia Silverlight, elaborada pela Microsoft para aumentar participação em interatividade online, faça ao Flash, responsável por 70% dos vídeos reproduzidos online. "Estamos em forma melhor", ironia. Confira a entrevista.
Algum dia haverá produtos da Adobe com todas as funções oferecidos pela internet, no modelo de software como serviço?
Sim, mas em médio prazo. Para se beneficiar da versão completa do Photoshop, a experiência de um aplicativo hospedado em um serviço não seria muito boa por causa das larguras de banda. A capacidade da banda larga ainda não equaciona com o que você consegue aproveitar do seu PC.
Você nos verá fazendo aplicações híbridas que se aproveitam do desktop, mas oferecemos apropriadamente funcionalidades online para funções como compartilhamento. Nosso aplicativo online Kuler permite que usuários colaborem usando diferentes formatações de cor e funciona junto a produtos como o Illustrator, que fica no desktop.
Isto acontecerá nos próximos anos: teremos estes ambientes híbridos para aplicativos com todas suas funções integradas. Enquanto a banda larga se torna cada vez mais poderosa, existe a possibilidade de transferir aplicativos do desktop para o servidor. Cinco é provavelmente o mínimo que teremos de esperar.
Mas a capacidade do desktop está avançando tão rápido, enquanto a velocidade da banda larga não segue o mesmo ritmo de crescimento. Mesmo que cresça a taxas assim, as pessoas trafegarão mais dados pelos mesmos canais, o que tornará mais lenta a distribuição de dados.
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