Congresso dos EUA pede que Yahoo testemunhe em caso de prisão
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 17 de outubro de 2007 às 11h35
Atualizada em 17 de outubro de 2007 às 11h37
Seattle - Comitê acusa empresa de mentir ao afirmar que não sabia sobre pedido do governo chinês por dados de Shi Tao, preso há 10 anos.
O Congresso dos Estados Unidos entrou com um pedido, na terça-feira (16/10), para que o Yahoo explique as declarações dadas em 2006 sobre o caso de Shi Tao, que o Comitê de Negócios Internacionais alega serem falsas.
Segundo o comitê, o vice-presidente e conselheiro do Yahoo, Michael Callahan, disse no ano passado que a empresa não sabia sobre o pedido do governo chinês ao Yahoo para revelar informações pessoais do jornalista.
Shi Tao foi condenado a dez anos de prisão por ter divulgado segredos de Estado e foi rastreado graças a informações que o Yahoo forneceu à polícia de Pequim.
> Yahoo pode ter ajudado governo chinês a prender internauta
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O comitê pede a Callahan e ao Chief Executive Officer (CEO), Jerry Yang, que compareçam a uma auditoria no dia 6 de novembro para explicar sobre o falso testemunho anterior, pois afirma que o Yahoo tinha em mãos um documento do governo chinês que não deixa dúvidas sobre as intenções voltadas a Tao.
Em uma declaração, o responsável pelo comitê, Tom Lantos, disse que o Congresso norte-americano quer que o Yahoo se responsabilize por suas ações. A justiça também analisará como a empresa protegeu os direitos de privacidade dos usuários na China.
O Yahoo classificou as ações contra a empresa “injustas”, e declarou que o comitê descaracterizou a natureza e a intenção de seu testemunho.
Segundo o Yahoo, todas as empresas que atuam na China enfrentam um desafio quanto à liberdade de expressão, uma vez que o país restringe o acesso à informação. A empresa afirma, contudo, estar trabalhando junto a outras companhias para criar um código global de conduta para operar nestes países.
Atualmente, a unidade da China do Yahoo é de propriedade e direção do Alibaba.com. Quando o processo começou, a unidade ainda era uma subsidiária do Yahoo.
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