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17 de junho de 2008

Rede social baseada em música Last.FM planeja operação brasileira

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 05 de outubro de 2007 às 11h57
Atualizada em 01 de novembro de 2007 às 20h14

São Paulo - Rede social britânica negocia com órgãos responsáveis por direitos autorais para inaugurar subsidiária em São Paulo, confirmam fontes.

exclusivo_88A rede social focada em música Last.FM deverá oficializar uma operação no Brasil nos próximos meses com direito a escritório nacional, segundo fontes do mercado brasileiro de internet.

Segundo a fonte, a Last.FM está em negociações avançadas com órgãos responsáveis pela cobrança de direitos autorais no país, como o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD).

A partir do momento em que a Last.FM abrir um escritório no Brasil, possivelmente na cidade de São Paulo, o serviço terá que pagar taxas referentes a direitos autorais, algo que já faz na Inglaterra, onde foi inaugurado em 2002.

Atualmente, a rede pode ser acessada em português e reproduz, por streaming, canções de artistas brasileiros mas, como ainda não tem operação no país, não precisa pagar as taxas para orgãos reguladores nacionais.

Por meio de softwares integrados a softwares de reprodução musical, o serviço cria gráficos do gosto musical do usuário a partir das canções mais executadas e apresenta artistas que possam lhe agradar ou usuários que tenham gosto similar.

Procurada em sua sede britânica pelo IDG Now!, a Last.FM afirmou que não confirmaria nem desmentiria a suposta subsidiária brasileira.

Caso se confirme, a operação nacional brasileira deve ser liderada por Graziela Pancheri, brasileira atualmente responsável pelo gerenciamento da comunidade em língua portuguesa do Last.FM.

A Last.FM foi comprada em maio por 280 milhões de dólares pela rede de TV norte-americana CBS, que garantiu que a rede social continuaria trabalhando independentemente.

Além de criar rádios pessoais baseadas no gosto musical do usuário, a Last.FM tem contratos fechados com gravadoras como Warner e EMI para veiculação de canções de ambos os selos sem o perigo de processos legais.


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