Governo de Mianmar promove bloqueio à internet em todo o país
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 01 de outubro de 2007 às 16h19
Atualizada em 01 de outubro de 2007 às 16h28
Seatle - País asiático em crise tem acesso à internet bloqueado pelo governo. Sites estrangeiros dão suporte às manifestações.
O acesso à internet foi bloqueado e todos os cibercafés de Mianmar, a antiga Birmânica, foram fechados na sexta-feira.
A proibição no acesso à internet reduziu o número de fotos e vídeos partilhados com o mundo. Pessoas de fora do país continuam utilizando a internet para protestar contra as intensas atividades militares.
Vários relatos e fotos estão sendo postados em sites como o Democratic Voice of Burma, que fica hospedado na Noruega. Ko Htike, que vive em Londres, tem postado imagens, vídeos e relatos de pessoas em Mianmar desde o início do bloqueio de internet.
Uma comunidade no Facebook, a “support the Monk’s in Burma” (ajude os monges em Mianmar), já conta com 128 mil membros. As pessoas que participam da comunidade estão organizando um dia de protestos pelo mundo.
Esses sites têm sido fundamentais para relatar os protestos dos monges em Mianmar, onde o governo enviou forças militares para silenciar as manifestações. Os relatos sobre mortos variam de dezenas a centenas.
A combinação da penetração da internet nas fronteiras com as mídias pessoais, como câmeras e computadores, possibilitou a disseminação dessas notícias fora dos canais tradicionais, afirma Kristen Foot, um professor da Universidade de Washington e co-autor do livro Web Campaigning.
A Association for the Advancement of Science (AAAS) tem analizado imagens de satélite, que segundo a organização, confirmam ações de destruição de vilas e um crescimento da presença militar em áreas específicas, bem como os deslocamentos forçados desde o meio de 2006 até os dias atuais.
Não está claro se as imagens e o apoio online aos protestos irão influenciar o governo. Mas o bloqueio à internet pode ser visto de maneira positiva, pois mostra que o governo é sensível a pressões internacionais, “pois não querem que o que está acontecendo seja visto”, diz Foot.
A proibição no acesso à internet reduziu o número de fotos e vídeos partilhados com o mundo. Pessoas de fora do país continuam utilizando a internet para protestar contra as intensas atividades militares.
Vários relatos e fotos estão sendo postados em sites como o Democratic Voice of Burma, que fica hospedado na Noruega. Ko Htike, que vive em Londres, tem postado imagens, vídeos e relatos de pessoas em Mianmar desde o início do bloqueio de internet.
Uma comunidade no Facebook, a “support the Monk’s in Burma” (ajude os monges em Mianmar), já conta com 128 mil membros. As pessoas que participam da comunidade estão organizando um dia de protestos pelo mundo.
Esses sites têm sido fundamentais para relatar os protestos dos monges em Mianmar, onde o governo enviou forças militares para silenciar as manifestações. Os relatos sobre mortos variam de dezenas a centenas.
A combinação da penetração da internet nas fronteiras com as mídias pessoais, como câmeras e computadores, possibilitou a disseminação dessas notícias fora dos canais tradicionais, afirma Kristen Foot, um professor da Universidade de Washington e co-autor do livro Web Campaigning.
A Association for the Advancement of Science (AAAS) tem analizado imagens de satélite, que segundo a organização, confirmam ações de destruição de vilas e um crescimento da presença militar em áreas específicas, bem como os deslocamentos forçados desde o meio de 2006 até os dias atuais.
Não está claro se as imagens e o apoio online aos protestos irão influenciar o governo. Mas o bloqueio à internet pode ser visto de maneira positiva, pois mostra que o governo é sensível a pressões internacionais, “pois não querem que o que está acontecendo seja visto”, diz Foot.
Nancy Gohring, editora do IDG News Service, de Seatle.
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