Ikwa anuncia 3º investimento de capital de risco na Web 2.0 brasileira
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 21 de setembro de 2007 às 13h27
São Paulo - Rede de relacionamento profissional que recebeu aporte em novembro de 2006 anuncia início de testes de serviço voltado a universitários.
A rede de relacionamento profissional Ikwa revelou nesta sexta-feira (21/09) ter recebido aporte de capital de risco e que abrirá o serviço para teste a partir da próxima semana, no que é o terceiro investimento de venture capital da Web 2.0 brasileira.
Antes da Ikwa, a também rede profissional Via6 recebeu investimento não revelado em março, enquanto o serviço de monetização boo-box ganhou US$ 300 mil em julho da consultoria Monashees Capital, também responsável pelo novo investimento.
Por contrato, a quantia recebida pela Ikwa em novembro de 2006 não foi revelada. O atraso para a divulgação do aporte, segundo Maurício Schonenberger, fundador e CEO da Ikwa, a empresa resolveu trabalhar sobre o projeto antes de anunciar o porte por temor "de que alguém fizesse algo parecido e lançasse antes".
Segundo Schonenberger, a Ikwa é uma "comunidade de pessoas que querem responder o que querem fazer na vida com conteúdo agregado", revelando a aposta do serviço no público de universitários que prestarão vestibular.
"A maioria dos sites de conteúdo para profissionais e estudantes hoje parece uma revista digitalizada. Queremos apresentar algo novo para vestibulandos", afirma.
Além de conteúdo gerado pelo usuário e o networking profissional, o executivo explica que a Ikwa investirá em conteúdo próprio, como entrevistas com profissionais e mapeamento de eventos e cursos universitários, para atrair massa crítica ao novo serviço.
O nicho se justifica nos testes conduzidos com 200 estudantes do terceiro colegial de quatro colégios do estado de São Paulo.
Schonenberger revela que não há planos para abrir o Ikwa para acesso irrestrito por enquanto, mas acredita que o efeito viral de convites enviados pelos usuários dentro do Ikwa levará o serviço a mais de um milhão de inscritos até o final do ano.
"Apenas no Brasil, temos mais de 4 milhões de alunos que estão no terceiro colegial e prestarão vestibular", dimensionando o tamanho da potencial base de usuários que o Ikwa quer atingir.
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