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18 de novembro de 2008

Harry Potter e o fenômeno da napsterização do mercado de livros

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 30 de agosto de 2007 às 08h00
Atualizada em 31 de agosto de 2007 às 12h58

São Paulo - Obra se espalhou rapidamente na rede, em diversos idiomas, levantando a questão: teremos um novo Napster dos livros?

napsterizar_88.jpgO último livro da saga do bruxo Harry Potter ainda deve levar alguns meses para chegar às prateleiras brasileiras, mas quem quiser saber se afinal de contas o herói morre no final pode conferir não só as últimas páginas, mas todo o conteúdo da sétima edição da série em português, na internet - resultado de um esforço de tradução de um grupo amador de pottermaníacos no Orkut que se autodenomina “Máfia dos Livros”.

Mas o fenômeno não foi exclusividade do Brasil - versões de “Harry Potter and the Deathly Hallows” em vários idiomas, assim como o próprio original, se espalharam pela rede logo após o lançamento do livro em inglês, no dia 21 de julho.

A agilidade com que milhares de fãs tiveram acesso à obra, sem pagar nenhum centavo por ela, levantou uma questão entre os observadores do mercado editorial: seria, afinal, a tão temida onda de digitalização, cujo Napster foi um dos precursores, que - a exemplo do que os downloads ilegais fizeram pelas indústrias fonográfica e cinematográfica - abalará as estruturas de editores e livreiros pelo mundo afora?

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Tudo indica que ainda não. Nos Estados Unidos, onde o mercado de e-books já é mais maduro, as vendas de livros eletrônicos vem crescendo significativamente - saltaram de 4 milhões de dólares no segundo trimestre de 2006 para 8,1 milhões de dólares no mesmo período deste ano -, mas os 20 milhões de dólares gastos com obras digitais em 2006 ainda são muito tímidos frente aos 24,2 bilhões de dólares movimentados pelo mercado editorial tradicional naquele país.

Embora seja possível encontrar cópias digitais gratuitas em português de quase todos os grandes best sellers - “O Código Da Vinci”, “O Caçador de Pipas” e “A menina que roubava livros”, para citar alguns exemplos recentes -, o calcanhar de Aquiles do mercado editorial no Brasil não é digital, mas sim físico. O xerox ilegal de livros acadêmicos gera um prejuízo anual estimado em 1 bilhão de reais para o mercado editorial nacional. 


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