Yahoo quer que juiz desconsidere casos de prisão e tortura na China
Por Juan Carlos Perez, para o IDG Now!*
Publicada em 28 de agosto de 2007 às 16h53
Atualizada em 28 de agosto de 2007 às 18h21
Miami - Yahoo Inc. pede que corte da Califórnia desconsidere processo movido contra a empresa por entregar dados de dissidentes chineses.
Em uma representação enviada na segunda-feira (27/08), à Justiça da Califórnia, o Yahoo pediu a dissolução do processo que determina a responsabilidade da empresa pela prisão e a tortura de chineses acusados de conspiração contra o governo chinês, cujos dados foram entregues pela empresa de internet.
“Este é um processo de cidadãos da China presos por usar a internet no país para expressar sua visão política. É um caso policial que desafia as leis e ações do governo chinês. Não há espaço para isto nas cortes norte-americanas”, diz um trecho da representação.
Depois de dizer que o Yahoo “simpatiza profundamente com os acusados e suas famílias, além de não compensar a opressão de seus direitos e liberdade por seu governo”, o processo ainda diz que esta empresa e suas subsidiárias chinesas devem colaborar com as leis da China.
“O Yahoo não tem controle sobre o governo chinês ou sobre as leis que ele aprova “, continua o documento.
O processo, preenchido na Corte Distrital do Distrito Norte da Califórnia, nos Estados Unidos, alega que o Yahoo e o Yahoo Hong Kong violaram uma série de leis internacionais e dos Estados Unidos, ao fornecer informações ao governo chinês que levaram a prisões e tortura.
Os argumentos do Yahoo para dissolver o caso são falhos, de acordo com diretor executivo da Organização Mundial de Direitos Humanos dos Estados Unidos, Morton Sklar, que representa os acusados - incluindo os jornalistas presos, Shi Tao e Wang Xiaoning.
O Yahoo argumenta que não pode ser responsável pelo que aconteceu e culpa a China. “Mas foi o Yahoo que permitiu que o governo da China torturasse os acusados ao fornecer informações de identificação na internet à autoridades chinesas”, argumenta Sklar.
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