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09 de julho de 2009
internet
Mídia Digital

Editoras vendem trechos de livros para combater cópia ilegal

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 27 de agosto de 2007 às 19h05
Atualizada em 28 de agosto de 2007 às 09h12

São Paulo - Projeto Pasta do Professor conta com 14 selos editoriais e já funciona em seis diferentes pontos de impressão.

Que tal trocar o xerox da faculdade por impressões legais de trechos de livros autorizadas pelas editoras e autores? É o que propõe o projeto Pasta do Professor, inaugurado no início deste semestre letivo pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR).

O objetivo é combater a pirataria de livros acadêmicos, que gera perdas anuais estimadas em 1 bilhão de reais para o mercado editorial brasileiro, segundo Bruno de Carli, porta-voz da ABDR, que reúne diversas editoras do ramo de livros técnicos e científicos.

O projeto prevê a criação de pastas virtuais com as bibliografias exigidas por cada disciplina - no modelo que já comum nos centros de cópias das universidades hoje -, onde serão postadas versões digitais dos trechos exigidos pelo professor. Em um ponto físico na faculdade, o aluno poderá comprar os trechos impressos, substituindo as cópias ilegais por exemplares legítimos.

Para evitar que um conteúdo impresso com os recursos do portal seja posteriormente multiplicado ilegalmente por cópia simples, é aplicada uma marca d'água em todas as páginas impressas, com os dados do ponto de venda que realizou a cópia, bem como nome e CPF do aluno que a adquiriu.

O alvo são os alunos que precisam apenas de parte dos livros e que não são atendidos pelo mercado editorial hoje. “Nós vendemos litros, quando o consumidor quer comprar 100ml”, compara o executivo.

Segundo Carli, o projeto demandou investimentos de mais de 1 milhão de reais das editoras que suportaram a iniciativa - oito, até o momento, representando 14 selos editoriais, entre eles Addison Wesley/Pearson Education/Prentice Hall, ArtMed/Bookman, Atlas, Campus/Elsevier, Forense, Guanabara Koogan, LTC, Manole, RT e Saraiva.

“Esses 14 selos cobrem 70% da demanda bibliográfica das universidades”, estima Carli. Já estão em funcionamento seis pontos de impressão - na FVD, em Vitória, na FEA-USP em São Paulo e em Ribeirão Preto, e em três campi da Faculdade Sumaré. Qualquer centro de cópias interessado pode se credenciar no site Pasta do Professor para se tornar um ponto de venda do projeto.

O preço dos trechos é definido por uma taxa cobrada pelo capítulo, negociada com a editora e com o autor (que tem que autorizar a venda fragmentada da sua obra), e pelo valor da impressão em si, que não passa de 20% a mais que o valor cobrado pelo xérox, segundo Carli.

Os pontos de venda devem utilizar máquinas credenciadas pelo projeto. Até o momento, equipamentos IBM e Lexmark estão homologados, mas a ABDR pretende ampliar o número de credenciados em breve.


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