Safernet denuncia publicidade em páginas criminosas do Orkut ao Conar
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 20 de agosto de 2007 às 13h03
Atualizada em 22 de agosto de 2007 às 10h12
São Paulo - ONG pede ao órgão que regula a publicidade que apure a divulgação de anúncios em comunidades que ferem direitos humanos.
A organização não-governamental Safernet Brasil pediu ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), em São Paulo, que apurem a divulgação de anúncios no Orkut associados a páginas com conteúdo criminoso, entre elas as que contêm fotos de pornografia infantil, violência, racismo e maltrato aos animais.
Responsável pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, a ONG recebe e encaminha denúncias de crimes contra os Direitos Humanos - como pornografia infantil, racismo, neonazismo, entre outros - ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.
De acordo com Thiago Tavares, presidente da Safernet, links patrocinados - modelo de publicidade que passou a ser utilizado dentro do Orkut neste ano - de empresas de diversos ramos são exibidos em comunidades de vários tipos dentro da rede social que ferem os direitos humanos.
A Safernet já encontrou anúncios de pet shops, por exemplo, em comunidades do Orkut que incitam maus-tratos contra animais e anúncios de serviços de conteúdo por celular em páginas com imagens de crianças sendo abusadas sexualmente.
A ONG pede que o Conar apure se as empresas estão cientes que suas marcas estão sendo associadas a essas comunidades e que, em caso positivo, sejam responsabilizadas por esta prática. Além disso, a Safernet pede que o Conar se manifeste sobre a postura do Google - empresa responsável pelo Orkut - ao auferir lucro com a divulgação de anúncios associados a comunidades criminosas.
Por fim, a organização quer que o Conar forme um grupo de trabalho multi-setorial, com o objetivo de discutir e formular propostas e diretrizes específicas sobre a veiculação de anúncios publicitários em sites de relacionamento e outros serviços de internet em que o conteúdo é postado pelos próprios usuários.
“Existem regras do próprio Conar que permitem que eles julguem casos e as decisões tomadas pelas câmaras do órgão normalmente são respeitadas pelas empresas e pelo mercado”, destacou Tavares.
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A assessoria de imprensa do Conar confirmou ter recebido a representação na última sexta-feira (17/08) e está avaliando o conteúdo das denúncias. Segundo a assessoria de imprensa do Google Inc. no Brasil, “a empresa ainda não recebeu nada da Safernet ou do Conar" e vai aguardar ser comunicada para se pronunciar.
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