Falta diálogo entre programas de inclusão digital, diz coordenador
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 13 de agosto de 2007 às 09h22
Atualizada em 13 de agosto de 2007 às 10h09
Brasília - Baixo índice de inclusão digital no Brasil não decorre da falta de programas, diz assessor especial da Presidência da República.
Falta “diálogo” entre as iniciativas dos ministérios, dos estados e municípios. Este é o diagnóstico do assessor especial da Presidência da República, Cézar Alvarez, que coordena as ações do governo na área de inclusão digital.
“Por exemplo, tem regiões com mais mobilização e mais peso que acabam tendo dois ou mais centros, e em uma outra região que não tem essa mobilização, a quantidade é zero. A distribuição dos telecentros precisar ser organizada”, ele defendeu.
Uma pesquisa da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) - feita com o Ministério da Educação (MEC) e Instituto Sangari, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005 - mostra que somente 2,1% da população a partir de 10 anos manifestou ter freqüentado locais de acesso público à internet, como os telecentros.
Alvarez admitiu que ainda é baixo o índice da população com acesso à internet, principalmente no caso da população de baixa renda, mas diz haver uma expansão do acesso. “Os dados da pesquisa são de 2005. Ainda não havia o boom das vendas do programa Computador para Todos”.
Segundo a assessoria de imprensa da Presidência da República, houve um aumento de 46% na venda de computadores em 2006 na comparação com 2005.
Ao todo, foram comercializadas 8,2 milhões de unidades, das quais 84% estavam dentro do limite de preço (2,4 mil reais) estabelecido pela chamada MP do Bem, a Medida Provisória que estabelece benefícios fiscais.
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Mas admitiu: “Na desigualdade de renda do país, mesmo com o equipamento mais barato, há setores da classe C,D e E - que são 70% dos brasileiros - que nunca vão ter renda para comprar um computador, mesmo barato”, afirmou Alvarez.
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