Darwinismo digital: adapte sua marca ou ela morrerá, diz Joe Crump
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 10 de agosto de 2007 às 11h56
Atualizada em 11 de agosto de 2007 às 18h15
São Paulo - As marcas que não evoluírem rápido vão ser devoradas pelos concorrentes, diz diretor de criação da agência Avenue A/Razorfish.
A internet criou um novo ecossistema, que está fora de controle. As marcas que não evoluírem rápido vão ser devoradas pelos concorrentes.
Esta foi a abertura da palestra de Joe Crump, diretor de criação da agência Avenue A/Razorfish, que inaugurou o segundo dia do Digital Age 2.0.
Na era do "darwinismo digital", o Brasil tem vantagens evolutivas nos negócios online, segundo o publicitário. "Tudo indica que o Brasil será uma das áreas de maior crescimento em todo mundo", disse Crump, acrescentando: "O futuro está aqui. Ele só está mal distribuído".
O publicitário apresentou as seis regras que devem nortear as marcas. São elas:
O cliente está no controle. "Ele decide se vai jogar Mentos na sua Coca-Cola ou se vai jogar seu produto no liquidificador", ele brinca.
A banda larga dá poder a ele. Telefonia na web, vídeo, entretenimento, a capacidade de formar comunidades - tudo está ao alcance do usuário, destaca Crump.
A lealdade às marcas está diminuindo. "O consumidor ainda se apaixona por um marca, mas há estímulos para ele mudar de idéia em um segundo", destacou o publicitário.
Todas as marcas são digitais. Para o publicitário, não há mais como ignorar o universo digital.
Você tem 50 milissegundos para impressionar. O consumidor decide se gosta ou não do seu site em metade do tempo de um piscar de olhos, diz Crump.
Os plagiadores vão sofrer. "Imagine entrar em um shopping em que todas as lojas são iguais. É entediante", aponta ele, sentenciando que os clientes não vão perdoar os "copiadores".
Diante deste cenário, como é possível sobreviver? Para Crump, as marcas com DNA digital devem ter sete características: novas, adaptativas, sociais, mutáveis, imersivas, relevantes e autênticas.
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"O que menos me preocupa na hora de criar um site é o tipo de letra ou a aparência. A prioridade é atender necessidades humanas", destaca Crump.
Uma pesquisa interna com os 2 mil funcionários da Avenue A/Razorfish apontou as marcas que mais se adequam a estes critérios. Flicker, Netflix, Google, YouTube, MySpace e Apple estão entre elas.
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