Mash-up: mídias geradas por usuários são a nova ordem dos negócios na web
Por Lygia de Luca , repórter do IDG Now!
Publicada em 10 de agosto de 2007 às 18h04
São Paulo - Debate expõe que buscadores são nova mídia e que mash-ups são bem-vindos, pois a mistura de disciplinas amplia limites.
Busca, mídias sociais e mídias espontâneas geradas pelos usuários são a ordem dos negócios na web, concordaram os participantes do segundo painel Mash-Up do evento Digital Age 2.0, nesta sexta-feira (10/08).
Ao longo do debate entre o músico e presidente da gravadora Trama, João Marcello Bôscoli, Alexandre Kavinsky, da Hot List e Alessandro Lima, da e.Life, a colaboração das pessoas na construção de um produto foi por unanimidade considerada essencial.
“O mash-up está para o mundo digital assim como as articulações estão para os ossos”, afirmou Bôscoli. Segundo o músico, tudo que quebra os modelos estabelecidos é bem vindo, pois permite a mistura de disciplinas e ampliação dos limites.
De acordo com Bôscoli, é importante envolver as pessoas em um processo. A Trama Virtual promoveu, por exemplo, concursos que estimulavam os usuários a editarem vídeos e músicas e devolverem à gravadora. “Os consumidores, muitas vezes, ajudam a desenvolver os produtos”, explicou Bôscoli.
Kavinsky, por sua vez, expôs que os buscadores são, sem dúvida, uma nova mídia. “São eles que definem como e quando o público irá ver uma mensagem.”
Sendo atualmente o principal recurso para encontrar sites, é preciso otimizar as ferramentas de busca (SEO, do inglês search engine optimization), ou seja, organizar o conteúdo e o formato de um site para facilitar que ele seja encontrado na rede.
Descontraído, Kavinsky disse que apresentaria como utilizar o SEO de forma eficiente em cinco minutos e, em outros cinco, explicaria como a implementação pode ser inútil.
Segundo o NPD Group, 92% dos consumidores online utilizam buscadores. A Forrester Research afirma que 80% das pessoas não passam das três primeiras páginas de resultados.
Para se posicionar bem nos sistemas de busca, tags devem ser inseridas no site, além de construir links de qualidade, montar URLs simples e dinâmicas e trabalhar para que palavras comuns (como carro, casa e outras) sejam posicionadas corretamente na busca.
Kavinsky esclareceu, contudo, que caso o site não possua conteúdo rico e de qualidade, implementar estas medidas será inútil.
As mídias espontâneas geradas pelo consumidor e seu impacto no marketing de uma empresa foi o tema exposto por Alessandro Lima. "O cliente tem mais informações para fornecer sobre um produto do que a empresa", diz.
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Lima mencionou o boca-a-boca online, que, diferente da vida real, se mantém vivo. "Ele fica na web e pode influenciar consumidores em diferentes tempos". Por isso, muitas empresas já se preocupam em monitorar o que falam sobre seus produtos na rede, e o Serviço de Atendimento ao Consumidor de algumas inclusive respondem ao usuário. "Se O Boticário responde uma crítica a um blogueiro, ele irá publicar a resposta em seu post e a empresa irá falar com seu cliente de uma nova forma, que antes não poderia", explica.
Este tipo de medida é eficiente para evitar que o problema se espalhe. "Quanto maior a dispersão, maior o problema", afirma Lima. Os próprios comentários dos leitores diante de uma reclamação podem ser uma métrica para as empresas. "Se não tiver retorno de outros usuários sobre o assunto, é porque aquela questão não é importante."
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