Bernoff: retorno online está intimamente ligado a canal com usuários
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!*
Publicada em 09 de agosto de 2007 às 13h16
Atualizada em 09 de agosto de 2007 às 13h34
São Paulo – Analista da Forrester aconselha empresas a traçarem objetivos na Web 2.0 para que não serem atropelados pelos usuários.
Assim como o ato de navegar na internet usa o mesmo verbo empregado na náutica, a relação entre mar e internet ganha contornos similarmente dramáticos quando o oceano é arrasado por um vagalhão.
É apoiado neste uso do termo em inglês, traduzido como “groundswell”, que Josh Bernoff, analista-sênior e vice-presidente de pesquisa, destrincha os perigos que grandes empresas enfrentam ao entrar na web social sem ter objetivos bem claros definidos.
O analista, que fez terceira apresentação do Digital Age 2.0, organizado por parceria entre o IDG Brasil e a Jump Education, afirmou encarar com grande simpatia o direcionamento de corporações à comunicação digital mais próxima com seus consumidores, mas alertou dos perigos.
>Leia entrevista completa com Bernoff
“Os usuários estão ganhando um controle sem precedentes. Para participar deste processo, é preciso que as grandes companhias ouçam cada vez mais seus usuários”, explica, citando o controverso caso do Digg ocorrido em maio.
Na ocasião, o serviço de Web 2.0, que permite que a comunidade categorize notícias, se viu acuada por ameaças de processos vindas do grupo Advanced Access Content System Licensing Administrator, responsável pelo DRM do padrão HD-DVD, e pela fúria da sua própria comunidade ao deletar notícias que continham um hack para o formato.
Para o analista, o caso do Digg representa muito bem a “cultura do vagalhão” permitida pelas ferramentas de publicação – ou a companhia surfa a onda ou é afogada pelo volume de água.
Por mais que o mercado norte-americano conte com diversas companhias de medição de reputação online, Bernoff esclarece que uma comunicação clara em que as reclamações, sugestões e participações dos consumidores dos usuários tornam a empresa “mais humana”.
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A infestação de peças publicitárias virais ou mesmo o entusiasmo de usuários selecionados, explica o analista, representam alguns dos melhores retornos do investimento feito pelas companhias em ambientes com interação dos consumidores.
Não aleatoriamente, “Groundswell” será o título do livro que Bernoff está escrevendo sobre as reações dos consumidores online frente a determinadas marcas e a busca de resultados objetivos em ações na internet, que sairá nos Estados Unidos em maio de 2008.
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