“Marca 2.0” tem que ser memorável e dramática, afirma Martin Lindstrom
Por Publicada em 09 de agosto de 2007 às 11h10
Atualizada em 09 de agosto de 2007 às 13h34
São Paulo - Guru de branding contrasta decadência da publicidade na TV em favor de anúncios que explorem novo papel central do consumidor do setor.
O poder que as marcas experimentaram durante as décadas de 80 e 90, que levava consumidores a comparem produtos guiados pelo histórico da empresa, tem como centro, a partir da década de 2000, o próprio consumidor.
A constatação conduziu a apresentação que o guru mundial de branding Martin Lindstron, fez durante o evento Digital Age 2.0, organizado pelo IDG Brasil e pela Jump Education.
Lindstron confrontou a decadência dos comerciais de TV para a popularização de uma marca atualmente em frente à alta penetração dos anúncios conduzidos pela internet com o perfil conhecido como viral.
>Leia entrevista completa com Lindstrom
Segundo ele, as marcas perderam seus poderes irrefutáveis para assumirem uma postura chamada de 24/7, agindo de maneira diferente e instantânea para ser tornar interessantes o suficiente para manterem a atenção dos consumidores.
Para ilustrar, Lindstron usou desde propagandas conduzidas por grandes empresas, como virais para QuickSilver e Pepsi, como peças amadoras criadas pelo usuário que deram resultados positivos a determinadas marcas, como McDonalds e GAP.
“Se eu quero que o consumidor se dedique à minha marca, eu preciso ser dramático e memorável”, provoca ao questionar, com grande resposta, quantos dos presentes enviariam determinados virais para sua lista de contatos.
A presença de marcas contextuais, argumento que conduz seus dois livros, “Brand Sense” e “Brand Child”, é outro provável caminho que empresas terão que estudar para atrair a chamada Geração Y de novos consumidores.
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A agilidade das propagandas contextuais implica também na mudança do processo de avaliação das peças, que abandonam a tradicional linearidade em favor de um planejamento interativo com forte presença de consumidores no desenvolvimento, afirma ele.
Esta confiança no consumidor, diz Lindstron, é implicância direta do seu papel central no processo de divulgação com a ascensão de ferramentas que permitem a fácil publicação de conteúdo. “Quando cada um tem uma estação de TV em casa, deve-se tomar mais cuidado, certo?”, questiona.
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