Publicidade

18 de junho de 2008

Centros públicos não democratizam acesso à internet, afirma pesquisa

Por Redação do Computerworld*
Publicada em 08 de agosto de 2007 às 10h50
Atualizada em 09 de agosto de 2007 às 00h52

São Paulo - Número de locais públicos para acesso à web é insuficiente e localização dificulta acesso da população, segundo o estudo.

O Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil, divulgado na terça-feira (07/08), aponta que os postos públicos de acesso à internet não existem ainda em número suficiente para atender a população. E que fatores como a localização dificultam esse acesso a pessoas de baixa renda.

O estudo foi feito pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), organização internacional com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento tecnológico e científico, com apoio do Ministério da Educação.

Há três semanas, o estudante Sérgio Oliveira, de 45 anos, freqüenta uma sala do Projeto Casa Brasil, na cidade satélite de Ceilândia, a 24 quilômetros de Brasília, em busca de qualificação profissional para aumentar o salário.

O projeto, do governo federal, oferece computadores conectados à internet e cursos que aliam tecnologia digital à cultura.

“Essa é uma chance para a população carente ter acesso à internet e se atualizar. Em outros lugares, conectar-se é muito caro”, disse o estudante.

De acordo com o levantamento da Ritla, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2005, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os centros públicos foram usados por somente 2,1% da população a partir dos 10 anos de idade.

Essa parcela prefere se conectar de casa (10,5%), do trabalho (8,3%), da escola (5,4%) e de lugares pagos, como as lan houses (4,6%).

O estado de São Paulo, informa o estudo, tem os melhores índices de acesso popular: 2,4% . No outro extremo, apenas 0,1% da população de Alagoas com menor renda buscou a internet nos postos públicos.

Em todo o País, apenas uma parcela de 0,9% da população de baixa renda acessou a rede gratuitamente, contra 4,5% da população de renda mais alta. O estudo não apresenta o valor da renda da população pesquisada, dividida em dez faixas.

Outros destaques do IDG Now!
> Veja filmadora com tecnologia Blu-ray
> Fotos do filme "Transformers"
> 10 objetos tecnológicos de desejo
> 5 dicas para melhorar suas fotos digitais
> Confira imagens inusitadas da Terra
> Produtos ecologicamente corretos

Mas sugere uma revisão das estratégias de expansão dos centros públicos e das desigualdades sociais, que se refletem nos índices de acesso de acesso à internet e, conseqüentemente, no uso das tecnologias de informação e da comunicação.

“Se não formularmos ou apoiarmos, firmes e decididamente, medidas que diminuam as desigualdades existentes ou que limitem sua consolidação, estaremos só reforçando o círculo perverso da exclusão”, conclui o texto.

*Com informações da Agência Brasil

OPINIÃO DO LEITOR Clique para comentar
1 comentário(s)
Centros publicos de acesso, para que ?
Ricardo - 09 Ago 2007, 00h44

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
IDG Now! lança widgets
Widgets levam notícias, podcasts e fotos mais recentes do IDG Now! para seu blog.
O lado chato da rede social
Conectar-se a pessoas tem seu preço. Conheça as 10 coisas que mais irritam nas redes sociais.
Os 10 erros do Google
Veja uma lista de serviços que o buscador lançou e que não deram certo.
10 tecnologias importantes
Se estas tecnologias não existissem, sua vida seria muito mais complicada.
13 sites indispensáveis
Entre sites nacionais e serviços em português confira o que não pode ficar longe do browser.
Candidatos 2.0?
Marcelo Coutinho comenta as últimas tendências das eleições norte-americanas na web.
anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...
Wap
Leia o IDG Now! no seu celular

Você já pode ler as últimas notícias do IDG Now!, em qualquer lugar e qualquer momento, usando seu celular para entrar no IDG Now! WAP.