Publicidade

01 de julho de 2009
internet
Inclusão Digital

Centros públicos não democratizam acesso à internet, afirma pesquisa

Por Redação do Computerworld*

Publicada em 08 de agosto de 2007 às 10h50
Atualizada em 09 de agosto de 2007 às 00h52

São Paulo - Número de locais públicos para acesso à web é insuficiente e localização dificulta acesso da população, segundo o estudo.

O Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil, divulgado na terça-feira (07/08), aponta que os postos públicos de acesso à internet não existem ainda em número suficiente para atender a população. E que fatores como a localização dificultam esse acesso a pessoas de baixa renda.

O estudo foi feito pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), organização internacional com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento tecnológico e científico, com apoio do Ministério da Educação.

Há três semanas, o estudante Sérgio Oliveira, de 45 anos, freqüenta uma sala do Projeto Casa Brasil, na cidade satélite de Ceilândia, a 24 quilômetros de Brasília, em busca de qualificação profissional para aumentar o salário.

O projeto, do governo federal, oferece computadores conectados à internet e cursos que aliam tecnologia digital à cultura.

“Essa é uma chance para a população carente ter acesso à internet e se atualizar. Em outros lugares, conectar-se é muito caro”, disse o estudante.

De acordo com o levantamento da Ritla, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2005, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os centros públicos foram usados por somente 2,1% da população a partir dos 10 anos de idade.

Essa parcela prefere se conectar de casa (10,5%), do trabalho (8,3%), da escola (5,4%) e de lugares pagos, como as lan houses (4,6%).

O estado de São Paulo, informa o estudo, tem os melhores índices de acesso popular: 2,4% . No outro extremo, apenas 0,1% da população de Alagoas com menor renda buscou a internet nos postos públicos.

Em todo o País, apenas uma parcela de 0,9% da população de baixa renda acessou a rede gratuitamente, contra 4,5% da população de renda mais alta. O estudo não apresenta o valor da renda da população pesquisada, dividida em dez faixas.

Outros destaques do IDG Now!
> Veja filmadora com tecnologia Blu-ray
> Fotos do filme "Transformers"
> 10 objetos tecnológicos de desejo
> 5 dicas para melhorar suas fotos digitais
> Confira imagens inusitadas da Terra
> Produtos ecologicamente corretos

Mas sugere uma revisão das estratégias de expansão dos centros públicos e das desigualdades sociais, que se refletem nos índices de acesso de acesso à internet e, conseqüentemente, no uso das tecnologias de informação e da comunicação.

“Se não formularmos ou apoiarmos, firmes e decididamente, medidas que diminuam as desigualdades existentes ou que limitem sua consolidação, estaremos só reforçando o círculo perverso da exclusão”, conclui o texto.

*Com informações da Agência Brasil

OPINIÃO DO LEITOR Clique para comentar
1 comentário(s)
Centros publicos de acesso, para que ?
Ricardo - 09 Ago 2007, 00h44

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
IDG Now! Widget

Baixe o Now! Reader e confira em seu desktop as últimas notícias, álbuns e outros conteúdos do IDG Now!

IDG Now! Reader
Anatel exorciza Telefônica

Anatel exorciza Telefônica

Now! Café 51 comenta Speedy sem vendas, saúde de Steve Jobs e Windows 7 barato.

A revolução do browser

A revolução do browser

HTML 5 criará browsers auto-suficientes, avanços em multimídia e aplicações offline.

TI Verde

TI Verde

Saiba tudo sobre gadgets ecológicos e consumo consciente de eletrônicos.

A queda do Muro

A queda do Muro

Marcelo Coutinho comenta, diretamente de Cannes, o novo modelo econômico da publicidade

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...
Newsletter
Segurança
Informe-se sobre as principais ameaças online
Computação Corporativa
Conheça as estratégias das empresas de TI
Carreira
Fique atualizado: cursos, eventos
e dicas
Licenciamento
Veja como utilizar o conteúdo do site líder em notícias sobre tecnologia a seu favor.