Nova geração de internautas diz adeus ao e-mail e à televisão
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 03 de agosto de 2007 às 07h00
Atualizada em 05 de agosto de 2007 às 19h20
“O boca-a-boca virtual, as comunidades, a relação com os amigos na web têm uma importância muito grande para esta geração”, define Valkiria. Portanto, para chegar aos corações e mentes desta nova safra de consumidores, navegar é preciso.
Os jovens internautas brasileiros - ao menos aqueles que dispõem de computador - estão entre os mais conectados do mundo. As crianças brasileiras de 2 a 11 anos de idade passaram uma média de 17 horas e 17 minutos por mês navegando na internet em 2007 - quase 5 horas a mais que os norte-americanos da mesma idade e bem à frente de britânicos, alemães, espanhóis, franceses, italianos e australianos, segundo dados do Ibope.
A diferença é ainda maior na faixa dos 12 aos 17 anos. Enquanto os brasileiros passam mais de 40 horas na web por mês (equiparando-se apenas aos franceses), os norte-americanos, por exemplo, gastam 32 horas e 51 minutos com a mesma atividade.
Estar presente nestas preciosas horas gastas pelos jovens internautas navegando é fundamental para qualquer marca preocupada não só com o seu futuro, mas também com o seu presente. Engana-se quem os rotula de consumidores do amanhã: as crianças de 8 a 14 anos de todo o mundo já movimentam mais de 1,88 trilhão de dólares entre compras que influenciam e que fazem diretamente.
Dados da Millward Brown mostram que, no Brasil, 45% dos tweens - como são são chamados os jovens de 8 a 14 anos - dão sua opinião aos pais na hora de comprar um carro, enquanto 60% influenciam na compra de celulares e 61% palpitam na aquisição de um computador. Diante deste cenário, a consultoria concluiu que 80% das marcas devem incluir o público nas suas estratégias de marketing.
A forma ideal de se relacionar com essa geração ainda é uma incógnita, mas já fica claro, segundo a presidente da Millward Brown no Brasil, que quem quiser conquistar este público terá que assumir uma postura ética: entre os tweens, 85% rejeitam produtos que prejudicam o meio ambiente.
Valores como família e regras também são importantes para eles. A pesquisa aponta que metade dos tweens ouvidos acha que os pais estão corretos em limitar seu acesso à internet.
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