Martin Lindstrom: consumidor será o dono das marcas no futuro
Por Daniela Braun editora do IDG Now!
Publicada em 02 de agosto de 2007 às 07h00
Atualizada em 02 de agosto de 2007 às 11h00
São Paulo - Para o guru do branding, marcas do futuro terão que se adaptar a um consumidor multitarefa, ágil e interativo.
As marcas de hoje não sabem aproveitar a natureza do consumidor da web, que é ágil, mutante e interativa. Essa é a visão de Martin Lindstrom, um dos principais gurus mundiais de branding, que será um dos destaques internacionais do Digital Age 2.0, evento organizado pelo IDG Brasil, pelo IDG Now! e pela JumpEducation, que acontece de 09 a 10 de agosto, em São Paulo.
"Contextual Branding: O futuro da construção de marcas" é o tema da apresentação de Lindstrom no Digital Age 2.0. Leia, a seguir, entrevista exclusiva de Lindstrom ao IDG Now! sobre o futuro das marcas.
Quando a internet se popularizou, os consumidores precisavam procurar por informações, serviços e produtos digitando uma URL. Agora, novos dispositivos levam esses dados para onde o consumidor está, por meio de aplicações móveis, widgets e cartazes interativos. No futuro, os cientistas prevêem que o computador será invisível. Como as empresas devem posicionar suas marcas para evitar que elas fiquem invisíveis em um futuro próximo?
Martin Lindstrom - As marcas precisam estar mais próximas do consumidor. O poder se deslocou dos donos das marcas para os consumidores, graças à forte penetração das mídias interativas. Hoje cada consumidor praticamente tem seu próprio canal de TV e pode transmitir qualquer coisa que passe na sua cabeça, em qualquer lugar, a qualquer momento. Isso representa tanto uma oportunidade quanto uma ameaça às marcas.
No Brasil, empresas dos mais diversos setores anunciam diariamente sua presença em comunidades virtuais como o Second Life. Mas parece que poucos têm idéia de quem seja o seu público-alvo e como medir o retorno sobre investimento desses ambientes. Essas “vidas virtuais” são realmente eficazes para todas as marcas?
Não, não hoje. A ING, empresa holandesa de seguros, é a terceira marca mais popular (e mais visitada) do Second Life. No último mês, eles tiveram menos de 300 visitas! No entanto, o valor para as relações públicas tem sido alto, e, portanto, a experiência foi boa para a ING. É como quando a internet apareceu em 1995. Tinha um retorno sobre investimento limitado, mas um grande benefício em termos de estabelecer know-how interno e de relações públicas externas.
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