Brasil desenvolve YouTube acadêmico
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 30 de julho de 2007 às 09h07
São Paulo -Plataforma permite a distribuição gratuita de vídeos sobre atividades de ensino no País.
Uma nova plataforma de gerenciamento e transmissão de vídeos, desenvolvida pela equipe do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), foi implantada na Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
A ferramenta, chamada de Vídeo@RNP, permite a distribuição gratuita de vídeos sobre atividades de ensino e pesquisa realizadas em todo o país. Os conteúdos multimídias podem ser inseridos e acessados pela internet a partir de ferramentas de armazenamento, busca, indexação e transmissão.
Antes de criar a plataforma, os pesquisadores envolvidos com o projeto fizeram um levantamento dos vídeos acadêmicos disponíveis na internet. “Em uma vista rápida a sites como o YouTube, é possível encontrar alunos de universidades brasileiras mostrando seus experimentos em laboratório”, disse Regina Melo Silveira, coordenadora do Grupo de Trabalho de Gerência de Vídeo (GTGV) do Larc e responsável pelo desenvolvimento da plataforma, à Agência FAPESP.
“Esse tipo de vídeo não é produzido por diversão e sim para demonstrar resultados de pesquisas. Por isso, resolvemos criar uma ferramenta específica para tal tipo de divulgação”, explicou a professora, destacando que o Vídeo@RNP foi inicialmente concebido para suprir as necessidades do setor acadêmico.
“Mas, até o fim do ano, pretendemos distribuí-lo como software livre para que fique à disposição e seja personalizado por qualquer instituição de ensino e pesquisa no país, pública ou privada”, disse Regina.
Ao se cadastrar no sistema atual, que disponibiliza vídeos como palestras e documentários, além de permitir a transmissão ao vivo de eventos, o usuário pode personalizar um ambiente de acordo com suas necessidades. O sistema é dividido basicamente em vídeos públicos, que podem ser vistos por qualquer usuário, e vídeos privados, restritos a comunidades específicas de usuários cadastrados.
“Imagine um grupo de pesquisas em medicina que tem vídeos de operações médicas que não podem ser divulgados abertamente, por exemplo. Esses vídeos ficam em um ambiente voltado às pessoas que integram o grupo”, explicou Regina.
Segundo a coordenadora do GTGV, o cadastramento de vídeos na plataforma é controlado. “Apesar de todos os vídeos poderem ser visualizados livremente, a RNP está em fase de criação de uma política de controle para a inserção dos vídeos na plataforma.”
Ao todo, sete servidores estão disponíveis para gerenciar a distribuição dos vídeos e, segundo ela, a RNP deverá expandir essa infra-estrutura para mais de 20 servidores, “de modo que todos os pontos de presença da rede espalhados pelo território nacional tenham pelo menos um servidor de vídeo para essa finalidade”.
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O projeto dos servidores de transmissão é conduzido em parceria com docentes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O Vídeo@RNP também deverá ser personalizado, nos próximos meses, para o portal da USP, onde serão armazenados vídeos do acervo científico, educacional, cultural e histórico da universidade.
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