BBC lança player de vídeo para distribuir conteúdos na internet
Por Jeremy Kirk para o IDG Now!*
Publicada em 27 de julho de 2007 às 11h56
Londres - Software iPlayer permite que os britânicos busquem e baixem programas da BBC, podendo assistí-los por um período limitado.
A BBC lançou uma versão beta de seu próprio software para exibição de vídeos online, na expectativa de atrair o público jovem que tem consumido cada vez mais conteúdos do grupo de mídia britânico na web.
Chamado iPlayer, o software permite que as pessoas busquem e baixem programas da BBC, podendo assistí-los por um período limitado. O conceito é conhecido como "on-demand viewing". Posteriormente, a BBC exibirá seus programas via streaming em tempo real, simultaneamente à programação da emissora.
O serviço não será restrito à BBC Worldwide do Reino Unido. Em 2008, o grupo espera lançar uma versão comercial do iPlayer nos Estados Unidos e na Austrália. Nestes países, os internautas poderão escolher entre assistir vídeos com publicidade, gratuitamente, ou pagar pelos vídeos sem anunciantes.
No modelo atual, o iPlayer permitirá que o britânicos assistam, gratuitamente e sem publicidade, a alguns programas da BBC que foram exibidos pela emissora na semana anterior. Após o download do conteúdo, eles têm 30 dias para acessar o programa antes que ele seja apagado automaticamente.
A versão atual do iPlayer roda somente no sistema operacional Windows XP da Microsoft, o que gerou uma série de críticas dos cidadãos britânicos, que financiam as operações da rede por meio do pagamento de impostos. Os usuários também terão de possuir o tocador da Microsoft, Windows Media Player.
O Open Source Consortium, grupo de 80 pessoas dedicado ao desenvolvimento de softwares de código aberto, fez reclamações junto aos órgãos reguladores britânicos sobre as limitações do iPlayer. Segundo o grupo, a versão exclui 25% dos usuários de computadores do Reino Unido.
A BBC informou que planeja lançar versões do iPlayer compatíveis com o Mac OS X, da Apple, e o Windows Vista, até o final do ano. Um porta-voz da rede não confirmou, entretanto, o desenvolvimento para Linux.
O grupo de mídia ainda planeja criar versões do tocador para celulates e outras plataformas, como parte de sua estratégia chamada "Creative Future" de distribuição de conteúdo.
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