Site de comparação de preços Buscapé compra consultoria e-bit
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 17 de julho de 2007 às 12h04
Atualizada em 17 de julho de 2007 às 18h53
São Paulo - Valores não foram divulgados. Com aquisição, Buscapé fica com serviço que avalia serviços de lojas online no Brasil.
O serviço de comparação de preços Buscapé anunciou nesta terça-feira (17/07) a aquisição do e-bit, consultoria especializada em comércio eletrônico e responsável pelo relatório WebShoppers.
Além de compilar os dados do comércio eletrônico semestralmente, o e-bit tem penetração no setor de e-commerce nacional com seu ranking de confiabilidade oferecido aos serviços online.
Com a compra, o e-bit integrará a operação do Buscapé na América Latina, levando seu selo de certificação para os 15 países onde o serviço de comparação de preços já atua, afirma Pedro Guasti, presidente da e-bit.
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O ranking certificador é composto por cinco níveis - lojas mais confiáveis ganham o título de "diamante" segundo a categorização, que conta ainda com os níveis "ouro", "prata", "bronze" e “em avaliação”.
Para tanto, a certificação do e-bit (já presente em cerca de mil lojas nacionais) será atrelada ao selo Empresa Reconhecida, exigido pelo Buscapé para mais de dois mil estabelecimentos online na AL até o começo de 2008, afirma o executivo.
A estratégia se assemelha à empregada quando o Buscapé comprou seu rival direto BondFaro, em maio de 2006, que culminou na fusão das atividades de ambos para atingir o mercado latino americano.
"O mercado da América Latina é carente de informações sobre e-commerce", justifica Romero Rodrigues, co-fundador e presidente do Buscapé.
"Como (a região) tem um mercado menos maduro que o brasileiro, é hora de ter um serviço como o e-bit latino americano", diz o executivo, apostando que, neste cenário, a nova compra tem potencial para se tornar o principal provedor de dados sobre comércio eletrônico na região.
>Ouça o Podcast IDG Now! com Pedro Guasti
Guasti destaca, porém, que a separação entre as operações do Buscapé e do e-bit, principal diferença entre a negociação anterior, terá papel fundamental na credibilidade das informações de lojas de e-commerce coletadas pela consultoria.
"Para manter confiabilidade do e-bit, o grupo Buscapé não terá acesso a dados das empresas filiados aos nossos serviços", garante Guasti, que afirma que a 16ª edição da pesquisa WebShoppers, referente ao primeiro semestre do ano, deverá ser divulgada no começo de agosto.
"O Buscapé não precisa destes dados. Porquê gostaríamos de saber?", questiona Rodrigues, citando que as informações mais usadas pelo serviço são públicas, como o tamanho do mercado de e-commerce brasileiro. "Mas entendemos que lojistas poderiam ficar preocupados e incluímos a cláusula".
Segundo anúncio feito pela companhia no começo de julho, o mercado nacional faturou 2,6 bilhões de dólares no primeiro semestre do ano, aumento de 49% em comparação ao período anterior, impulsionado por 1 milhão de novos consumidores online.
O valor da aquisição não foi comentado pelo Buscapé.
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