Consultoria muda métrica online de número de páginas para tempo de visita
Por Heather Havenstein, para o IDG Now!*
Publicada em 10 de julho de 2007 às 11h54
Atualizada em 11 de julho de 2007 às 10h31
Framingham - Nova métrica primária a ser usada pela Nielsen/NetRatings será tempo de visitação, o que deverá beneficiar YouTube e prejudicar Google.
Em uma resposta ao sucesso das emergentes tecnologias de Web 2.0 como Ajax e streaming, uma das maiores empresas de avaliação não usará mais número de páginas visualizadas como métrica primária para comparar sites.
A Nielsen/NetRatings anunciará nesta terça-feira (10/07) que começará imediatamente a usar tempo levado por seus usuários em um site como métrica primária de medição.
Scott Ross, diretor de marketing de produtos da Nielsen/NetRatings, afirmou que a mudança foi promovida pelo aumento constante no uso de Ajax, que permite que um site reproduza novo conteúdo sem ler novamente uma página inteira, e pelo aumento no uso de streaming de áudio e vídeo.
"Não é o número de páginas que é relevante agora; elas são um termômetro bem mais impreciso do tráfego total e comprometimento do usuário", afirmou Ross.
"Minutos totais passados é o principal indicador para comparar entre dois sites. Enquanto a Web 1.0 está cheia de páginas lidas, a Web 2.0 se preocupa em como minimizar visualizações de páginas e oferecer conteúdo mais relevante".
Um exemplo, segundo ele, é o fato que o MySpace tem até 11 vezes mais visualizações de páginas que o Youtube, mas seus usuários passam apenas três vezes mais tempo no site, afirmou Ross.
Por isto, o tempo total medido em um site se torna mais fácil para anunciantes para moldar seus anúncios como usuários acessam seu conteúdo, afirmou.
"No YouTube, haverá mais anúncios direcionados à duração dos vídeos", afirma. "Quanto mais tempo eu passo no YouTube...Os anunciantes descobrirão uma maneira de monetizar isto".
Nielsen/NetRatings ainda reportará páginas visualizadas como métrica secundária, e continuará a avaliar sua métrica primária conforme a tecnologia continuar a evoluir, acrescentou Ross.
"Para o futuro imprevisível, congregaremos minutos na comparação entre dois sites. Mais pra frente, poderemos concluir qual a real oportunidade dos anunciantes neste cenário".
Empresas como AOL e Microsoft serão beneficiadas pelo tempo passado em suas populares aplicações de mensagens instantâneas, que agora são o conceito primário de medição.
Enquanto isto, o Google provavelmente cairá na lista por que, mesmo com tantos visitantes, eles não passam muito tempo no buscador, de acordo com Ross.
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