Eonde aposta em criação de comunidades P2P de vídeos no Brasil
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 27 de junho de 2007 às 18h09
Atualizada em 14 de maio de 2008 às 12h19
São Paulo - Portal de venda e locação de entretenimento via download mira de 1% a 1,5% dos brasileiros que usam banda larga este ano.
Criar uma comunidade P2P (peer-to-peer) legalizada de filmes, vídeos e músicas no Brasil e na América Latina é uma das metas do novo Eonde, portal da empresa Entertainment On Demand, até o final do ano.
Conforme adiantou o IDG Now!, o portal especializado em venda e locação de filmes, oferta de games e músicas via download lançou dua versão inicial nesta quarta-feira (27/06).
"Não queremos virar simplesmente uma locadora ou loja de vídeos online. Queremos criar uma comunidade, onde as pessoas ganham pontos se permitirem o download dos conteúdos da Eonde hospedados em suas máquinas via P2P, e criam páginas personalizadas com suas sinopses, reviews e avatares", explica Karl Lorieda, diretor geral e um dos quatro sócios da Eonde, em entrevista ao IDG Now!.
Com um catálogo inicial 20 filmes, mais de 70 episódios de TV, o site inicia a locação por 7 reais e a venda de vídeos a uma média de 14 a 25 reais para títulos de catálogo e de 45 reais para os lançamentos, informa Lorieda.
A meta inicial, segundo o executivo, é atingir 0,05% dos 6 milhões de usuários de banda larga no Brasil - algo entre 2 mil e 3 mil casas. "Até o final do ano queremos chegar a uma participação de 1% a 1,5% do mercado de banda larga, considerando que cada domicílio fará de um a dois downloads do nosso conteúdo por mês", detalha Loriega.
Interface amigável, promoções e parcerias com empresas como Microsoft e Intel, são as armas da Eonde para brigar com um duro concorrente: o download ilegal de filmes e seriados em redes de torrent no País. "O torrent é um sistema difícil. Só quem conhece um pocuo mais de tecnologia consegue usar. Nossa idéia é popularizar o download para toda a família", argumenta o executivo.
Desenvolvido em plataforma Microsoft, o sistema de proteção a conteúdos (Digital Rights Management) do Eonde - que exclui, por enquanto, a oferta dos conteúdos em iPods, da Apple - permite que o usuário tenha um filme alugado por 30 dias em sua máquina após a primeira vez em que pressionar a tecla play.
Já quem adquirire o conteúdo pode gravá-lo em DVD e assistir o filme no microcomputador - o DVD player convencional não é compatível com o sistema.
"Este é o modelo dos grandes distribuidores nos Estados Unidos. Estamos conversando com as empresas de conteúdo para tornar o sistema compatível com o DVD player", explica Lorieda. "No entanto, em cinco anos, a tendência é que as TVs operem como media centers, o que vai eliminar esta questão."
A aparência do portal, que remete ao Windows Media Center da Microsoft, não é apenas coinciência. A Eonde é a primeira parceira a figurar entre os links rápidos do sistema de entretenimento presente nas versões Home Premium e Ultimate do Windows Vista.
O Eonde também está aliado à oferta de microcomputadores com chips Intel e Windows Vista para usuários de games e vídeos. Entre os desktops anunciados hoje está o XCube, da Megaware, que chega ao mercado em julho, incluindo um controle remoto para o Media Center.
A máquina conta com 250 Gigabytes de HD (disco rígido), processor Intel Core 2 Duo (que também prevê uma versão Intel Core 2 Quad), 1 GB de memória terá preço inicial de 2.999 reais, segundo a fabricante.
Nas próximas duas semanas, o Eonde começa a ampliar seu acervo com a oferta de conteúdo adulto protegido por senha, bem como um catálogo de mais de mil games da norte-americana TryMedia. A empresa ainda negocia a oferta de conteúdo local com produtoras brasileiras e a criação de concursos de filmes independentes.
Depois do Brasil, o Eonde inicia a expansão para outros países da América Latina. O primeiro destino será o México, até o final do ano, adianta Loriega.
Contando com uma equipe de 15 profissionais, na cidade de São Paulo, a Eonde tem como sócios, além de Loriega, que veio do ramo de conteúdos de cinema para celular; Gerson Rolim, ex-Microsoft e Oracle; Rui Mendes, ex-diretor da IDC Brasil, e Fábio Golmia, que vem da área comercial.
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