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19 de setembro de 2009
internet
Legislação

Grupo europeu vai estender debate sobre privacidade a vários buscadores

Por Paul Meller, para o IDG Now!*

Publicada em 21 de junho de 2007 às 18h51

Bruxelas - Conversa sobre manutenção de registros começou com o Google, mas será ampliada aos demais mecanismos de buscas do mercado.

As autoridades européias ligadas à proteção de dados estão ampliando seu exame do impacto dos buscadores na privacidade dos usuários. A investigação começou com o Google, mas será ampliada aos demais mecanismos de buscas do mercado.

A desconfiança dos europeus é que as empresas de internet - mais especificamente o Google - estariam guardando os registros de pesquisas dos internautas por tempo demais.

Segundo o supervisor de Proteção aos Dados da Europa, Peter Hustinx, o grupo de trabalho vai enviar documentos aos países do bloco para que eles enderecem as empresas de buscas nos seus respectivos territórios.

O Google foi a primeira empresa contatada para responder a questão e, para diminuir as preocupações dos europeus, a companhia reduziu o prazo de manutenção de registros de buscas de até 24 meses para no máximo 18 meses.

Embora outras empresas de internet, como Yahoo e Microsoft, também possam que ter que prestar conta às autoridades européias, Hustinx disse que o Google ainda apresenta problemas específicos ligados à privacidade, pois opera serviços como o Google Earth e o Gmail.

Além de reduzir o prazo de manutenção dos registros de buscas, o Google prometeu reduzir o tempo de duração dos cookies que deposita na máquina dos usuários. Atualmente alguns cookies armazenados podem durar 30 anos.

Para o analista Danny Sullivan, do site searchengineland.com, ampliar as coversas sobre privacidades para outras empresas é um passo lógico. O Yahoo! também armazena cookies por 30 anos, enquanto a Microsoft, via Windows Live, guarda informações por 14 anos, segundo o especialista.

O Windows Live deposita ainda mais cookies na máquina do usuário que o Google e o Yahoo, de acordo com Sullivan.

Usando uma versão sem registros do Windows Internet Explorer 7, Sullivan fez uma busca pelo Windows Live, que deixou 14 cookies. A média para o Yahoo foi de seis e para o Google de dois.

*Paul Meller é editor do IDG News Servide, em Bruxelas.

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