Entrevista: Laptops educacionais não resolvem problema da exclusão digital
Por Summer Lemon, para o IDG Now!*
Publicada em 20 de junho de 2007 às 07h00
Atualizada em 20 de junho de 2007 às 15h44
Cingapura - Sean Maloney avalia os desafios que os programas de inclusão, como o Classmate PC, enfrentam nos mercados emergentes.
A Intel quer que o Classmate PC transforme a educação de estudantes em países em desenvolvimento. E a empresa não está sozinha. O projeto One Laptop Per Child (OLPC) também espera que seu laptop de baixo custo XO, que ficou conhecido com o laptop de 100 dólares, elimine as barreiras digitais entre o mundo desenvolvido e os mercados emergentes.
Nesta entrevista, o vice-presidente executivo e administrador geral do grupo de marketing e vendas da Intel, Sean Maloney, fala sobre o Classmate PC e os desafios que a Intel espera direcionar com o dispositivo
Existe espaço tanto para o Classmate PC quanto para o laptop de 100 dólares para diminuir a barreira digital dos mercados emergentes?
Sean Maloney: Passei uma boa parte da minha vida viajando por mercados emergentes. Antes de mais nada, quero mencionar que falamos a respeito de um grande problema.
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Nenhuma empresa irá resolver esta questão, nem nós, nem a OLPC (que desenvolve o laptop de 100 dólares), nem a Asustek ou a HP. E nenhuma estratégia única vai resolver isso também. As pessoas querem coisas muito diferentes. Mesmo que você escolha um país, como a Índia, você não conseguirá que os governos estaduais tenham as mesmas opiniões sobre a resolução deste caso.
É um problema perfeito, que uma economia com a escala de Taiwan poderia cuidar. O que Taiwan tem feito no passado - com impressionante sucesso - é administrar os custos para a padronização e produção de massa.
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