E-commerce brasileiro transacionou US$ 114 bilhões em 2006
Por Daniela Braun editora do IDG Now!
Publicada em 04 de junho de 2007 às 17h46
Atualizada em 25 de junho de 2007 às 20h44
São Paulo - Avaliação da FGV-EAESP revela alta de 82% sobre o volume transacionado no ano anterior, quando o setor transacionou US$ 63 bi.
O comércio eletrônico entre empresas e consumidores movimentou 114 bilhões de dólares em 2006, um crescimento de 82% em relação a 2005, quando o segmento transacionou 63 bilhões de dólares, tendo apresentado uma alta de 92% sobre 2005.
A informação faz parte da 9ª Pesquisa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, divulgada nesta segunda-feira (04/06).
A pesquisa realizada com 402 empresas nacionais e multinacionais, sendo 42% de grande porte, 32% de médio e 26% de pequeno porte, mostra que o valor transacionado entre empresas (B2B) representou 36,45% do valor do mercado total e 12,71% entre empresas e consumidores.
Na avaliação do Professor Alberto Luiz Albertin, coordenador do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (CIA), da FGV e coordenador da pesquisa, o comércio eletrônico brasileiro caminha para a estabilidade.
Segundo Albertin, as somas transacionadas no segmento corporativo apresentaram uma alta de 80% enquanto o de consumo teve um crescimento de 70%. "No ano passado o crescimento foi de 100%. Este é um patamar difícil de se manter", observa.
Acompanhando o crescimento de apenas 4% nos gastos e investimentos de todo o setor em Tecnologia da Informação no País, em média, as empresas ampliaram em 9% os gastos com e-commerce no ano passado (1,11% da receita líquida), sendo 0,34% no setor de Indústria, 1,04% no Comércio e 1,58% no segmento de Serviços, informa a pesquisa.
A amostra engloba companhias nacionais e multinacionais sendo 40% do setor de Serviços, que inclui instituições financeiras, 35% da Indústria e 25% de Comércio. O setor industrial apresenta o maior nível de utilização do e-commerce (37% em B2B e 13,5% em B2C), seguido pelo Comércio (36,2% em B2B e 12,4% em B2C) e pelo setor de Serviços (34,2% em B2B e 11,9% em B2C).
Relacionamento com clientes, privacidade e segurança e alinhamento estratégico se mantém entre os pontos prioritários das empresas que atuam no comércio eletrônico. pela primeira vez, entretanto, o aspecto de relacionamento com clientes superou o de privacidade e segurança entre os participantes da pesquisa.
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