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17 de junho de 2008

Uso de e-commerce e e-gov se restringe a menos de 14% dos internautas

Por Redação do IDG Now!
Publicada em 29 de maio de 2007 às 14h09
Atualizada em 29 de maio de 2007 às 14h57

São Paulo - Apenas 14% dos internautas brasileiros já compraram pela web, enquanto 12,1% utilizaram serviços de governo eletrônico, diz NIC.br.

Dados do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br — NIC.br, braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil, apontam que o País evoluiu muito pouco no uso de serviços de compras na internet e governo eletrônico no último ano.

De acordo com a 2ª Pesquisa Sobre Uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil, realizada entre julho e agosto de 2006, apenas 14% dos indivíduos que já acessaram a internet declararam ter adquirido bens e serviços pela rede pelo menos uma vez na vida. Em 2005, o percentual ultrapassava 15%.

O uso de serviços de governo eletrônico nos últimos 12 meses também se manteve estável em relação ao ano anterior, somando 12,1%.

De acordo com a pesquisa, o uso da rede para atividades de comércio eletrônico é mais freqüente entre indivíduos com maior nível de escolaridade e renda: entre os internautas da classe A, 40,5% compraram pela rede, enquanto somente 10,8% dos usuários de classe C informaram ter adquirido bens e serviços pela internet.

Entre os itens mais comprados, livros, revistas ou jornais lideram alista, sendo citados por 30% dos consumidores, seguidos por equipamentos eletrônicos (23,6%), filmes e músicas (20,8%), e computadores e equipamentos de informática, 19,3%.  A forma de pagamento mais comum é o cartão de crédito, respondendo por 49,5% da transações.

O número de indivíduos que teve problemas ao adquirir produtos pela rede manteve-se baixo, em 9,2%. A falta de interesse ou necessidade (43,45%) ainda é o principal motivo apresentado em 2006 dentre aqueles que nunca realizaram compras pela internet.

Outras razões incluem a preferência por realizar compras pessoalmente (39,2%) e a preocupação com problemas de segurança (19,9%). Outros 16,7% dos entrevistados declararam não confiar no produto que vão receber, percentual que cresceu significativamente em relação aos 4,2% informados em 2005.


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