O que as empresas brasileiras estão fazendo no Second Life
Por Camila Rodrigues, especial para a PC World
Publicada em 24 de maio de 2007 às 07h00
Atualizada em 24 de maio de 2007 às 10h49
Jacob conta que é “prefeito” de uma das ilhas da IBM, chamada Almaden — o mesmo nome do laboratório de pesquisas da companhia —, ambos dedicados à inovação e ao ensino de alunos para que possam trabalhar em uma economia de serviços.
“Avatares de qualquer lugar do mundo podem freqüentá-la e, com isso, eu aprendo muito. Muitas avatares são jovens estudantes chineses e isso é interessante, porque eles têm valores culturais muito diferentes dos meus” relata o pesquisador.
A estrutura atual do SL permite que uma empresa atue expondo sua marca (por meio de outdoors, relógios de ruas, painéis eletrônicos, bancas de jornais) ou participando de algum evento. Também é possível que seja criada uma base, como quiosque para atendimento, show room e lojas para venda de itens virtuais que possuem similares no mundo real. Ainda é possível criar canais de comunicação, como revistas, por exemplo.
Chama a atenção o fato de algumas empresas terem contratado pessoas para "trabalharem" como avatares. A Anhembi-Morumbi já possui dois atendentes, o Mackenzie irá contratar três pessoas e a Fecomercio busca dois funcionários para agirem por detrás de avatares. Ou seja, iniciativas no Second Life podem favorecer a criação de novos empregos.
Em busca do público
Apesar do alvoroço, o número de usuários ainda é muito baixo: somente 0,6% dos usuários brasileiros de internet freqüentaram o Second Life em abril, segundo o Ibope. A mesma pesquisa aponta também que menos de 1% dos internautas da Alemanha, dos Estados Unidos e da França utilizam sua “segunda vida”.
Isso pode ser comprovado ao dar uma volta pelo SL. A PC World criou um avatar para experimentar o metaverso. Logo após seu “nascimento", ele se viu em um lugar não identificado e cercado por outros avatares, todos "nus" que, aos poucos vão sendo "vestidos" automaticamente. Levamos nosso avatar até a Ilha Brasil, na "avenida Luis Carlos Berrini". Por cerca de 15 minutos, não localizamos ninguém por lá.
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