Mães digitais: conheça a nação de grávidas na rede Second Life
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 11 de maio de 2007 às 16h57
Atualizada em 14 de maio de 2007 às 11h32
Procuro por uma loja com vendedoras e encontro com JessicaRed Ferraris parada na porta de um longo corredor vermelho. Após me identificar, a sensual ruiva com traços orientais me explica que pode moldar a barriga conforme eu queria, mas me sugere também um par de peitos entre risadas, caso eu decida engravidar.
JessicaRed então explica que, após comprar a gravidez, um sistema de mensagens alerta à futura mamãe (ou papai, no meu caso) o que o bebê está fazendo no momento (“como chutando ou dando cambalhotas”) e quais seriam meus desejos maternos forçados pela gravidez.
As mensagens são melosas como conversinhas entre namorados - o tatibitate chama sempre a barriga de “tummy”, termo em inglês mais doce para designar a gravidez.
Existem dezenas de estúdios de design norte-americanos que se passam como clínicas de fertilidade no Second Life.
Nas andanças pela rede, não encontrei uma clínica brasileira - a ausência me foi confirmada posteriormente por um funcionário da Kaizen, responsável pela versão brasileira do Second Life.
Quem escolhe a duração da gestação é a própria mãe - como não há tempo mínimo nem máximo, o tamanho da barriga é atualizado pelo período escolhido pelos pais.
Parto natural
Terminado o prazo pré-determinado, o avatar entra em trabalho de parto. Ao chegar à clínica escolhida, o médico posiciona a criança debaixo da mãe e vai puxando, como se estivesse fazendo realmente um parto natural, descreve o avatar Ariel Manga.
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