Google pede que acionistas votem a favor da permissão de censura
Por Summer Lemon, para o IDG Now!*
Publicada em 02 de maio de 2007 às 12h33
Atualizada em 02 de maio de 2007 às 13h43
Cingapura - Diretores aconselham acionistas a votarem contra proposta da Secretaria de Controladores. Votação acontecerá dia 10 de maio.
Os diretores do Google aconselharam seus acionistas a votarem, na próxima semana, contra uma proposta, feita pela Secretaria de Controladores, onde consta que a empresa deve resistir legalmente aos esforços de censura do governo, além de notificar os usuários quando o mesmo censurar os resultados de busca.
Os fundadores Larry Page e Sergy Brin estão entre os diretores que recomendam que os acionistas votem contra a proposta no encontro anual da empresa, dia 10 de maio. Junto ao presidente e CEO do Google, Eric Schmidt, eles possuem 66,2% dos votos.
A empresa foi amplamente criticada no último ano por lançar um sistema chinês que censurava os resultados de busca. Schmidt, em defesa da decisão da empresa em lançar o mecanismo de busca no Google.cn, disse que foram medidos os prós e contras com relação à censura.
O argumento utilizado pela Secretaria de Controladores com a proposta é que a liberdade de acesso à informação na internet é garantida pela Declaração Universal de Direitos Humanos.
“Empresas de tecnologia dos Estados Unidos como o Google, que opera em países controlados por governos autoritários têm a obrigação de cumprir com os princípios da Declaração Universal de Direitos Humanos”, diz um trecho da proposta, onde foram citados países em que o governo restringe o acesso ao conteúdo da internet.
Para proteger a liberdade de acesso à informação na internet, a proposta contém seis políticas que o Google deve implementar.
Estão inclusas: não hospedar dados de usuários em países onde a fala política pode ser considerada um crime; não engajar em censura pró-ativa; utilizar significados legais para evitar a censura e apenas censurar a informação quando for pedido por procedimentos legais; informar os usuários quando concordarem com um pedido de censura do governo; educar os usuários com relação às políticas de retenção do Google; e tornar públicas as informações a respeito de pedidos legais de censura com os quais o Google esteja de acordo.
As chances de a proposta ser aprovada são mínimas. Os diretores da Google não explicaram porque os acionistas devem votar contra a proposta.
Os fundadores Larry Page e Sergy Brin estão entre os diretores que recomendam que os acionistas votem contra a proposta no encontro anual da empresa, dia 10 de maio. Junto ao presidente e CEO do Google, Eric Schmidt, eles possuem 66,2% dos votos.
A empresa foi amplamente criticada no último ano por lançar um sistema chinês que censurava os resultados de busca. Schmidt, em defesa da decisão da empresa em lançar o mecanismo de busca no Google.cn, disse que foram medidos os prós e contras com relação à censura.
O argumento utilizado pela Secretaria de Controladores com a proposta é que a liberdade de acesso à informação na internet é garantida pela Declaração Universal de Direitos Humanos.
“Empresas de tecnologia dos Estados Unidos como o Google, que opera em países controlados por governos autoritários têm a obrigação de cumprir com os princípios da Declaração Universal de Direitos Humanos”, diz um trecho da proposta, onde foram citados países em que o governo restringe o acesso ao conteúdo da internet.
Para proteger a liberdade de acesso à informação na internet, a proposta contém seis políticas que o Google deve implementar.
Estão inclusas: não hospedar dados de usuários em países onde a fala política pode ser considerada um crime; não engajar em censura pró-ativa; utilizar significados legais para evitar a censura e apenas censurar a informação quando for pedido por procedimentos legais; informar os usuários quando concordarem com um pedido de censura do governo; educar os usuários com relação às políticas de retenção do Google; e tornar públicas as informações a respeito de pedidos legais de censura com os quais o Google esteja de acordo.
As chances de a proposta ser aprovada são mínimas. Os diretores da Google não explicaram porque os acionistas devem votar contra a proposta.
*Summer Lemon é editora do IDG News Service em Singapura
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