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08 de julho de 2009
internet
Legislação

Denúncias de crimes no Orkut crescem mais de 10 vezes, diz relatório

Por Daniela Braun editora do IDG Now!

Publicada em 23 de abril de 2007 às 16h48
Atualizada em 24 de abril de 2007 às 18h52

São Paulo - Média de denúncias mensais saltou de 286 em 2005, para 3,1 mil entre 2006 e o começo de 2007, diz relatório da ONG Safernet.

As denúncias envolvendo crimes contra os direitos humanos na comunidades online Orkut cresceram mais de 10 vezes, de acordo com um relatório que será divulgado pela organização não governamental Safernet.

De 30 janeiro de 2006 até a semana passada, o canal www.denunciar.org, mantido para combater a pedofilia e outros crimes contra os direitos humanos na internet, recebeu 45 mil denúncias de endereços (URLs) únicos de comunidades criminosas somente no Orkut. Neste período, foram encaminhadas 300 notícias-crime ao MPF-SP.


Mais sobre Okrut
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> Fotos: Mr. Orkut no Brasil
> Uma conversa com Mr. Orkut


"Entre abril e dezembro de 2005, recebemos 2.573 denúncias, que envolviam o Orkut, 90% do total", compara Thiago Tavares, presidente da ONG Safernet, que combate a pedofilia e outros crimes contra os direitos humanos na internet.

No mesmo período, segundo ele, foram encaminhadas 172 denúncias para a Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal em Brasília, das quais 80% envolviam o Orkut.

Na média mensal, as denúncias saltaram de 286 em 2005 para 3,1 mil entre 2006 e começo de 2007, mais de 10 vezes.


O salto nas denúncias, segundo Tavares, coincide com a apresentação de um dossiê qualitativo em março de 2006 pela ONG, revelando mais de 2 mil comunidades criminosas no Orkut relativas a pornografia infantil, racismo, nazismo, xenofobia, tráfico de drogas e de medicamentos.

Embora o Google tenha ampliado a equipe de monitoramento de comunidades e usuários ilegais no Orkut, aumentado a velocidade na retirada de comunidades criminosas do ar e tenha aberto canais diretos para envio de dados de criminosos à Justiça brasileira, aos olhos do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e da ONG Safernet, retirar as comunidades do ar não é suficiente.

"A página pode sair do ar, mas o criminoso não", alerta Tavares. "As comunidades de pedofilia são retiradas do ar em até dois dias. O processo é mais demorado quanto a crimes de racismo, por exemplo (...). Sem dúvida é uma ação importante, mas não suficiente", alerta.


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