Microsoft volta atrás e decide também vender músicas livres de DRM
Por Elizabeth Montalbano, para o ComputerWorld*
Publicada em 09 de abril de 2007 às 09h38
Atualizada em 09 de abril de 2007 às 09h45
Nova York - Em e-mail ao IDG News Service, porta-voz da Microsoft afirma que empresa também negocia com EMI e outras gravadoras.
Dias depois do anúncio da Apple, a Microsoft anunciou na última sexta-feira (06/04) que pretende começar a vender canções sem o sistema de gerenciamento de direitos autorais (DRM, da sigla em inglês).
A aparente mudança de postura da companhia de Bill Gates acontece quatro dias depois do anúncio entre Apple e a gravadora EMI, feito no dia 2 de abril para as vendas de faixas de músicas através da loja virtual iTunes, da Apple. Até então, a Microsoft defendia que a proteção DRM era necessária para o emergente modelo de negócios da mídia digital.
"O anúncio da EMI da última segunda-feira não foi exclusivo para a Apple", disse Katy Asher, uma porta-voz da Microsoft para a divisão Zune, em um e-mail ao IDG News Service.
Ela afirmou que a Microsoft está em negociações não só com a EMI, mas com outras gravadoras, para tratar da oferta de música sem proteção nos tocadores Zune, em um esforço para atender às necessidades dos consumidores.
"Os consumidores deixaram claro que música sem proteção é algo que eles desejam", disse Katy. "Planejamos oferecer isso a eles tão logo nossas parceiras na indústria fonográfica se sintam confortáveis para isso", adicionou.
Em fevereiro deste ano, o CEO da Apple, Steve Jobs, provocou controvérsia ao defender o fim da proteção DRM em uma carta aberta à indústria, publicada no web site da companhia.
Naquele período, a Microsoft respondeu de forma ríspida à declaração de Jobs - um porta-voz da companhia chegou a afirmar que a proposta da Apple era irresponsável - mas agora parece que a companhia mudou completamente seu ponto de vista.
A Microsoft lançou o aparelho Zune e sua loja virtual Zune Marketplace em novembro passado como forma de fazer frente ao iPod e à loja iTunes, ambos da Apple.
Até o momento, as pesquisas mostram que a estratégia praticamente não afetou a liderança do iPod, mas a Microsoft afirma que seu investimento no Zune é de longo prazo e que não espera que o produto supere o da concorrência de imediato.
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