Músicas vendidas sem DRM pela EMI no Brasil poderão custar até R$ 2,99
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 05 de abril de 2007 às 07h00
São Paulo - Aumento de preços no iTunes deverá chegar também a lojas brasileiras de música digital; venda ainda não tem prazo para começar no país.
Três dias após o anúncio mundial de venda de canções sem DRM, a EMI Brasil anunciou que também pretende trazer as canções digitais sem proteção contra cópias para o mercado brasileiro.
A afirmação será feita a seus parceiros no mercado brasileiro de música digital nesta quinta-feira (05/04), quando a gravadora reunirá UOL, Terra e iMúsica para negociar a venda das canções nos serviços MegaStore, Sonora e iMúsica, respectivamente.
Na segunda-feira, o CEO da gravadora, Eric Nicoli, anunciou junto ao fundador e CEO da Apple, Steve Jobs, que a EMI, uma das quatro maiores gravadoras do mundo, começaria a vender canções pelo iTunes sem tecnologia DRM, que limita sua cópia.
A iniciativa implicaria em aumento de 30 centavos de dólar no preço das faixas, que sairão por 1,29 dólar cada, mas chegariam ao usuário final com o dobro da qualidade sonora que arquivos com DRM.
De acordo com José Peña, gerente de novas mídias da EMI Brasil, as canções sem DRM deverão chegar ao usuário brasileiro mais caras que as atuais, vendidas com preço médio de 2,49 reais cada.
"É possível que (o preço das músicas sem DRM) chegue a 2,99 reais cada, também pelo melhor qualidade", afirma.
Como as negociações entre a gravadoras e as lojas online nem começaram, Peña não trabalha com um prazo definido, mas afirma que, após a definição dos contratos com os sites de e-commerce, levará até dois meses até o início da venda.
As músicas sem DRM não excluem a venda das canções que ainda têm o controle contra cópias, disse.
A mudança de postura da EMI internacional quanto à venda de canções com DRM acontece no mesmo momento em que a subsidiária brasileira elabora sua própria loja online - ainda sem previsão de lançamento, segundo Peña - e empossa um novo presidente após escândalos financeiros.
Em outubro, foi revelado que a gravadora brasileira fraudou números de faturamento e lucro relativos para o semestre terminado em setembro do mesmo ano, o que fez com que as ações internacionais da gravadora caíssem 4,3%.
Nesta semana, o executivo Marcelo Castelo Branco assume a operação brasileira da EMI.
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