Crianças usam computador e internet para intimidar colegas, diz pesquisa
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 29 de março de 2007 às 12h44
Atualizada em 29 de março de 2007 às 18h08
São Paulo - Estudo da Universidade de Toronto revela que a tecnologia potencializa os ataques entre colegas, por garantir o anonimato.
As provocações e intimidações entre colegas de escola estão ganhando uma nova dimensão com o uso da internet, revelou uma pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá.
De acordo com os pesquisadores, ferramentas como e-mail, mensagens de texto, redes sociais e webcams estão sendo usadas com mais freqüência pelas crianças para molestar os colegas.
A professora Faye Mishna, da Faculdade de Serviço Social, responsável pela pesquisa, entrevistou jovens da 5ª a 12ª série - que corresponde à faixa etária de 10 a 18 anos - na área de Toronto.
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O estudo revelou que a tecnologia facilita o processo de intimidação, já que as crianças se sentem mais à vontade para dizer coisas que não diriam face-a-face, se valendo do anonimato.
Além disso, o estudo revela que as crianças não falam sobre os problemas virtuais com os pais por medo de ficarem sem acesso ao computador ou mesmo por acharem que seria inútil contar, já que não é possível identificar o agressor.
Os pesquisadores apontam dicas para ajudar os pais a identificarem se seus filhos estão sendo vítimas dos ataques virtuais, como observar se eles apresentam comportamentos agressivos em casa, se reclamam de problemas como insônia, dor de cabeça, dor de estômago, ou se ficam mais tímidos e retraídos, relutam em ir à escola ou a eventos sociais e mudam a forma como usam a tecnologia, por exemplo, o computador.
Para lidar com o problema, o estudo sugere diálogo aberto e constante sobre temas como o uso da tecnologia e enfatizar que a criança não é culpada nem deve se envergonhar por sofrer os ataques de colegas.
Outra recomendação é monitorar o uso do computador pelos mais jovens e reforçar a educação para o uso da internet, além de não menosprezar os problemas de relacionamento da criança na escola.
No Brasil, 1,35 milhão de internautas com idade entre 6 e 11 anos acessaram a web em casa em fevereiro, segundo dados do Ibope//NetRatings.
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