Grupo Abril prepara iniciativa que será "mais que o YouTube"
Por Tais Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 27 de março de 2007 às 18h56
São Paulo - Fiz vai unir conteúdo da web e da TV para usuários divulgar seus vídeos. Lançamento acontece em julho, segundo empresa.
O Grupo Abril vai investir na distribuição de vídeos produzidos pelos internautas. Na onda do YouTube, que foi arrematado pelo Google por 1,65 bilhão de dólares, a empresa de mídia quer ir além, com a convergência entre TV e internet.
Segundo Marcelo Botta, gerente de conteúdo do Fiz - nome do canal que o grupo pretende lançar até julho - "a idéia surgiu da tendência apontada no mundo inteiro, que é o consumo de vídeo através da internet".
A companhia, entretanto, optou por fazer a união com um canal de TV "para que as pessoas não fiquem fadadas a consumir só o que é prouzido pelas grandes emissoras", afirmou Botta, em entrevista ao Computerworld.
Por isso, o Fiz será um site na internet a partir de abril (www.fiztv.com.br) e um canal de TV paga, que o grupo Abril tenta negociar junto às operadoras desse serviço.
Como a TVA é do grupo, ainda que parte de seu controle esteja sendo negociado com a Telefônica, na sua grade de programação já está certa a presença do canal Fiz a partir de julho.
No site, o acesso é liberado tanto para assistir aos vídeos como para fazer o upload de uma produção do próprio internauta. Os vídeos mais votados serão, em seguida, distribuídos por assunto (humor, documentários, curtas-metragens) e transmitidos no canal de TV fechado.
A receita do Fiz, portanto, virá tanto da publicidade no site como dos patrocínios aos programas criados no canal de TV, segundo Botta, e da remuneração paga pelas operadoras de cabo onde o Fiz for incluído. "Também estudamos um modelo de propaganda criado pelo próprio internauta para fazer uso da mesma linguagem", acrescentou.
A iniciativa pretende abrir espaço tanto para os vídeos caseiros como para as produções independentes que hoje não são conhecidas do público. "O Fiz poderá dar vida a acervos que hoje estão restritos a universidades", exemplifica.
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